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“Tudo isso é uma boa notícia”, diz presidente da Sociedade Rural Brasileira sobre a Carne Fraca

  • Por Jovem Pan
  • 20/03/2017 14h16
Raul Moreira/Divulgação SNA - editadoDiv Presidente da Sociedade Brasileira Rural – Marcelo Barbosa

O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) Marcelo Barbosa vê com bons olhos a Operação Carne Fraca da Polícia Federal, que revelou fraudes cometidas na produção de carnes em locais associados às grandes frigoríficas brasileiras.

“A mensagem que tem que ser passada ao consumidor é que tudo isso é uma boa notícia”, disse Barbosa em entrevista exclusiva à Jovem Pan nesta segunda (20), explicando: “Temos uma fiscalização, uma investigação, estão sendo afastados os funcionários que cometiam irregularidades e isso dá muito mais segurança para nossa produção, de que será processada responsavelmente”.

Questionado sobre a fala, o presidente da SRB detalhou: “as irregularidades encontradas não são uma boa notícia. A boa notícia é que isso está sendo fiscalizado e corrigido”. Ele espera: “Daqui para frente teremos uma fiscalização mais eficiente com uma carne mais segura. Essa é a boa notícia”.

Marcelo Barbosa disse que “mais importante que festinha com churrasco é que houve uma discussão muito séria e profunda no governo federal” neste domingo (19), quando o presidente Michel Temer se pronunciou e convidou embaixadores para um rodízio de churrasco em Brasília. “Eram questões pontuais que estão sendo corrigidas. Não é um problema generalizado”, reafirma e garante Barbosa.

Mercados

O presidente da SRB assumiu que os “clientes ficam preocupados” e criticou a superexposição das irregularidades encontradas. “A divulgação de toda essa operação foi uma divulgação impressionante,  uma publicidade enorme e tudo isso nos coloca em risco no mercado internacional”.

Barbosa classificou a atuação da Polícia Federal. “Não acho que foi irresponsável, mas foi exagerada”.

Barbosa reconheceu também que para superar a crise internacional da imagem da carne brasileira, “vai ter que ter atuação muito importante dos nossos representantes”, como os embaixadores e aliados comerciais.

“Temos que entrar numa discussão muito intensa com todos eles e mostrar que está acontecendo na verdade é uma correção de problemas que foram encontrados”, afirmou.