O que Reinaldo Azevedo, Victor LaRegina e Vitor Brown não comentaram nesta quinta-feira (20), você confere aqui:

LULA X SÍTIO – Segundo o Estadão, ao menos cinco delatores da Odebrecht relataram à Procuradoria-Geral da República detalhes sobre a reforma feita no sítio em Atibaia, que investigadores suspeitam ser de Lula. Emílio Odebrecht disse ter informado o ex-presidente sobre o andamento da obra em reunião no Palácio do Planalto. Também delator, o engenheiro Emyr Diniz Costa Júnior afirmou ter comprado um cofre para guardar o dinheiro usado para reformar o imóvel. A defesa de Lula argumenta que a propriedade não está em nome de seu cliente, porém admite que o petista esteve no sítio algumas vezes com a família.

GILMAR - O ministro do STF Gilmar Mendes rebateu as críticas sobre uma suposta "morosidade" da Corte para julgar os casos da Lava Jato, e afirmou que comparar a atuação do Supremo com a vara do juiz Sérgio Moro é uma atitude "irresponsável". Disse o ministro: "O Judiciário brasileiro de primeira instância não é a Décima Terceira vara de Curitiba. Curitiba não é o padrão. E nem é o padrão da Justiça federal. O Moro está trabalhando sob condições especialíssimas, só faz isso".

ODEBRECHT - Depoimentos de ex-executivos da Odebrecht indicam que a compra de Medidas Provisórias continuou até mesmo depois da deflagração da Lava Jato. É o caso da aprovação da MP 677 de 2015, que prorrogou contratos de energia de grandes indústrias no Nordeste. O ex-diretor Claudio Melo Filho disse que a edição do texto foi negociada com Renan Calheiros. Em troca, a Odebrecht contribuiu para a campanha de Renan Filho em 2014.

REFORMAS – O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 286 votos a favor e 114 contra, um requerimento de urgência para acelerar a tramitação do projeto da reforma trabalhista. Apesar do resultado, a votação mantém o sinal de alerta ligado no governo Temer, pois o placar desta quarta não seria suficiente, por exemplo, para aprovar a reforma da Previdência. Por se tratar de uma PEC, a proposta precisa de 308 votos. Sob esse risco, Temer convocou seus ministros para que façam um corpo a corpo em seus partidos.

DILMA - Em entrevista ao jornal americano Washington Post, a ex-presidente Dilma disse que é "muito possível" que o Brasil eleja um "outsider" equivalente ao presidente dos EUA Donald Trump. A petista explicou que não achava que isso pudesse acontecer há alguns anos, mas, depois de seu impeachment e a posse de Michel Temer, o país perdeu o rumo. Para Dilma, os candidatos a Trump brasileiro são o prefeito de São Paulo, João Doria, e o deputado federal Jair Bolsonaro.

SINDICÂNCIA X STF - A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, determinou ontem a abertura de uma sindicância para apurar o vazamento das decisões do ministro Edson Fachin sobre as delações da Odebrecht. Os pedidos de abertura de 76 inquéritos foram antecipados na semana passada pelo Estadão. Posteriormente, o próprio ministro retirou o sigilo sobre alguns dos processos - 25 deles, no entanto, ainda não foram divulgados para não prejudicar as investigações.

MIGRAÇÃO – O Senado aprovou o projeto da nova Lei de Migração, que define direitos e deveres do migrante e do visitante no Brasil, regula a entrada e a permanência de estrangeiros e estabelece normas de proteção ao brasileiro no exterior. A lei substituirá o antigo Estatuto do Estrangeiro, em vigor desde 1980. Conforme o relatório do senador Tasso Jereissatti, a intenção principal da proposta é colocar o migrante como um “colaborador”. O texto segue para sanção presidencial.