O que Reinaldo Azevedo, Patrick Santos e Victor LaRegina não comentaram nesta quinta-feira (22), você confere aqui:

ODEBRECHT  X ANTÍGUA – Segundo o Estadão, o ex-executivo da Odebrecht, Luiz Eduardo Soares, teria relatado, em sua delação premiada, que a empreiteira tentou subornar o premiê de Antígua, Gaston Browne, na tentativa de evitar que a ilha caribenha enviasse à Lava Jato dados sobre pagamentos ilegais. Documentos do Departamento de Justiça dos EUA reforçam a narrativa de Soares. Já a Procuradoria-Geral da República não confirma a informação, só afirma que a Antígua colabora com a operação.

ODEBRECHT– De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, 14 pessoas ganharam dinheiro para ajudar os interesses da Odebrecht e Braskem. Na relação estão "membros do alto escalão do governo", dois "ministros", "membros de estatais brasileiras", "diretor da Petrobras" e "político do alto escalão do Legislativo do Brasil". A Odebrecht e a Braskem não têm se manifestado sobre o conteúdo das delações premiadas e acordos de leniência firmados.

DALLAGNOL - O procurador da República Deltan Dallagnol usou seu Facebook para comemorar o acordo de leniência firmado com a Odebrecht e a Braskem. Ele disse ter orgulho de ter participado "do maior ressarcimento na história mundial em acordos dessa espécie". O procurador também pediu o apoio de seus seguidores para convencer o Congresso a aprovar o projeto 10 Medidas contra a Corrupção - o original do Ministério Público, não o que passou pela Câmara.

JANOT - Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou contra a necessidade de autorização pelo Congresso para a aplicação de medidas cautelares contra parlamentares, como o afastamento temporário de suas funções. A ação questiona dispositivos que regulam a prisão preventiva e medidas cautelares no processo penal.

BC X PIB – O Banco Central reduziu de 1,3% para 0,8% a expectativa de crescimento da economia brasileira em 2017. Para este ano, a perspectiva de retração do PIB é de 3,4%. Para 2016, o BC diminuiu a projeção do IPCA para 6,5%. Para o ano que vem, a expectativa é de que o indicador fique em 4,4%. Já para 2018, a projeção é de nova queda: 3,6%.