“Até agora o primo pobre está com chance”, diz Bolsonaro sobre eleição

  • Por Jovem Pan
  • 05/02/2018 14h00
Johnny Drum/Jovem PanMais calmo do que em outras oportunidades, Bolsonaro participou do Programa Pânico da Jovem Pan

Em participação especial no Programa Pânico desta segunda-feira (5) o deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ) comentou suas chances eleitorais e tratou de temas como economia, saúde, segurança pública, liberdade de expressão e a “pauta moral”.

Bolsonaro jurou “por Deus” que vai “fazer a diferença” caso se torne o próximo presidente.

“Até agora o primo pobre ta com chance”, disse o pré-candidato em referência a si mesmo.

Com promessa de filiação ao Partido Social Liberal (PSL) após ter “100% de garantia” de que será escolhido candidato, Bolsonaro disse que conta com um grupo de “cerca de 40 deputados” que defendem uma política “sem o toma-lá-dá-cá”.

O deputado ironizou a falta de suporte político à sua candidatura. “Eu tenho uma coisa que os outros não têm, eu tenho o povo”, disse.

Bolsonaro brincou com o fato de o PSL não ter tempo de mudar o seu estatuto para se adaptar às ideias do ex-militar. “O estatuto não tem nada a ver, o que vale é você”, declarou.

O pré-candidato ironizou o tempo que poderá ter de televisão caso não consiga alianças. “Dez segundos de televisão é tempo para caramba. Vamos ter as mídias sociais também. Acredito que a gente vai para o segundo turno, daí começa do zero”, disse Bolsonaro.

Otimista, o parlamentar brincou que se o pleito for definido no primeiro turno, “libera o povo de votar mais um domingo”.

Veja um trecho do programa sobre o assunto:

“Até o fake news é válido”

Em meio a um intenso debate no Tribunal Superior Eleitoral sobre controle das notícias falsas (“fake news”) nas próximas eleições, o pré-candidato que assume ter nas redes sociais sua maior força de engajamento defendeu as “fake news” e criticou tentativas de “censura”.

“Acho que até o ‘fake news’ é válido, com todo o respeito. Até a população está aprendendo a lidar com o ‘fake news'”, disse o pré-candidato, questionado “qual é o limite de eu censurar?”

Ele citou a Alemanha, que recentemente aprovou leis que combatem discursos de ódio. “Na Alemanha o crime de ódio foi instituído e tem deputados que estão na iminência de ser presos porque eles estão contra a entrada indiscriminada de refugiados”, disse, condenando a situação.

Bolsonaro se disse, inclusive, favorável a uma “triagem para saber quem é quem que está entrando” (imigrantes) no Brasil. Isso se daria por meio de busca dos antecedentes criminais dos refugiados.

Citando a situação do Estado de Roraima, que recebe milhares de imigrantes venezuelanos, “gente fugindo da fome e da ditadura”, segundo Bolsonaro, o deputado disse ter “pena da prefeita de Boa Vista”.

“O Brasil abriu para todo mundo”, criticou o pré-candidato.

Bolsonaro inelegível?

Bolsonaro comentou o processo que responde no Supremo Tribunal Federal sobre apologia ao estupro por comentário contra a colega parlamentar Maria do Rosário (PT-RS) em 2014, repetindo fala de 2003.

“Fica aí, Maria do Rosário, fica. Há poucos dias, tu me chamou de estuprador, no Salão Verde, e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece. Fica aqui pra ouvir”, disse Bolsonaro no plenário da Câmara, fala que ele chama de “coice” como resposta após ter sido acusado de estuprador pela deputada.

Bolsonaro argumenta que o crime “apologia ao estupro” nem existe no Código Penal e afirma não crê que uma eventual condenação no Supremo o impeça de participar das eleições.

O deputado manifestou a tese de que, mesmo se for condenado, isso não o torna inelegível.

“O que eu interpreto caso eu venha ser julgado culpado, esse tipo de crime, até porque nem tem tipificação de apologia ao estupro, não perde o mandato, não perde os direitos políticos”, disse.

“Outros acham que sim. Agora, querer me julgar agora, correndo a toque de caixa, quando em média esse processo leva quatro anos, passar para dois”, questionou. Veja este momento:

Reforma da Previdência

Questionado, o deputado federal disse não acreditar que a atual proposta de reforma da Previdência, do governo de Michel Temer, seja aprovada.

Ele defende uma mudança gradual nas regras da aposentadoria e começando com a classe política. Veja detalhes desta e outras propostas de Bolsonaro para a área econômica aqui.

Veja como foi o programa completo com Jair Bolsonaro: