Luciano Huck critica presidenciáveis e afirma: ‘Seremos a resistência positiva’

  • Por Jovem Pan
  • 17/10/2018 08h57
ReproduçãoO apresentador Luciano Huck comemorou a renovação no Congresso Nacional: 'Boa parte da velha e apodrecida política aposentada pelas urnas'

Após o primeiro turno das eleições deste ano, o apresentador Luciano Huck escreveu um artigo para o jornal Folha de S. Paulo, no qual comemorou a renovação do Congresso Nacional. Huck participa do RenovaBR, um dos movimentos que tentaram angariar pessoas novas para a política.

“O resultado esta aí, alto e claro: 61% de renovação nas cadeiras do senado, mais de 50% de novos nomes na Câmara dos Deputados, boa parte da velha e apodrecida política aposentada pelas urnas”, escreveu ele. Mas o apresentador ponderou: “Claro que nem todos os novos nomes eleitos se encaixam nos requisitos de preparo e de respeito à cidadania de que estamos falando, mas é inegável que temos uma quantidade expressiva deles entre os novos ocupantes das cadeiras do parlamento.”

Huck lembrou, porém, que a renovação nas duas casas não foi vista na eleição presidencial. Em relação a Fernando Haddad (PT), o apresentador afirmou que “não compactua” com o modo pensar do partido e que tem “enorme dificuldade” em confirmar “em qualquer um que não tenha autocrítica, que não tenha a humildade de arender com seus próprios erros”.

“Ao mesmo tempo, se acreditamos na máxima que diz ‘conhecer o passado é a melhor maneira de construir o futuro’, temos um grave problema do outro lado também”, escreveu ele em relação ao candidato Jair Bolsonaro. De acordo com Huck, o candidato do PSL se tornou conhecido por propagar ideias que classificou como “retrógradas, sectárias, preconceituosas e belicistas”.

Luciano Huck afirmou que não acredita que, se for eleito, Bolsonaro vai seguir o caminho do “autoritarismo ditatorial”, mas disse temer que “odiscurso de ódio ou de desprezo pelo diferente na boca de um mandatário eleito pela maioria legitime violência e discriminação”.

“Tentando ser pragmático e apelando para a filosofia budista, que recomenda que tenhamos sempre a capacidade de extrair o melhor daquilo que temos em vez de desejar o que não temos, posso afirmar minha convicção:
 seja qual for o resultado das urnas, seremos a resistência positiva”, garantiu ele.

“Aquela
 
que partindo da premissa inegociável da manutenção e do aperfeiçoamento da democracia, das liberdades individuais e da imprensa livre, do respeito ao meio ambiente, à Constituição e à cidadania, consciente da desigualdade e de todos os demais problemas do país, estará disposta a monitorar e fiscalizar com vigor cada passo do novo governo e igualmente pronta a contribuir com uma agenda de propostas e possíveis soluções para as necessidades e demandas nacionais”, continuou.