Presidenciáveis comentam impressões após primeiro debate presidencial na TV

  • Por Jovem Pan
  • 10/08/2018 08h00
Nilton Fukuda/Estadão ConteúdoNa saída, os candidatos comentaram as impressões que tiveram do primeiro confronto direto com os concorrentes

Considerado morno, o primeiro debate entre presidenciáveis não teve grandes propostas e nem fortes embates.

Na saída, os candidatos comentaram as impressões que tiveram do primeiro confronto direto com os concorrentes.

Jair Bolsonaro, do PSL, demonstrou nervosismo no começo, mas preferiu não analisar o debate e declarou que a avaliação cabe ao povo. Bolsonaro defendeu que o espaço não é para o aprofundamento de temas específicos:

Também houve críticas por parte de Jair Bolsonaro à união do Centrão em torno do PSDB. O candidato tucano, Geraldo Alckmin, pareceu otimista com a ideia de estar na mira dos outros presidenciáveis, já que, para ele, “o alvo geralmente é o principal”.

O ex-governador de São Paulo declarou ainda que o debate foi de muito alto nível.

Ciro Gomes, do PDT, demonstrou incômodo por ser pouco acionado durante o debate. Ele acredita que nos próximos encontros será possível aprofundar temas de interesse do público.

Para Ciro Gomes, o clima morno do encontro é normal nesta primeira etapa. O candidato também declarou que brigas não devem acontecer nos próximos debates.

Guilherme Boulos, que disputa a Presidência da República pelo PSOL, criticou a desigualdade do modelo da campanha política. Para ele, o debate nos veículos de comunicação são fundamentais para informar o eleitor.

Boulos defendeu o direito do ex-presidente Lula, do PT, de ser candidato e reafirmou que o petista deveria estar presente no debate.

Marina Silva, da Rede Sustentabilidade, acredita que foram escolhas feitas pelo próprio PT que levaram à ausência de um representante do partido. A candidata também disse que o primeiro embate entre presidenciáveis mostrou a verdadeira mudança política.

Henrique Meirelles, candidato do MDB, espera que, ao longo da campanha, as propostas sejam aprofundadas para o eleitor. O ex-ministro da Fazenda de Michel Temer e ex-presidente do Banco Central no governo Lula tenta desassociar a imagem dos dois governos.

Quem se destacou foi o candidato do Patriota, Cabo Daciolo, que até então não era conhecido pelo grande público. Com a bíblia embaixo do braço, ele falou de Jesus e Deus em todas as participações e ainda criticou o que chamou de “velha política”. Para ele, o debate serviu justamente para se apresentar ao eleitor.

Candidato pelo Podemos, Álvaro Dias insiste em citar Sérgio Moro como ministro da Justiça em um eventual governo dele. O senador alega que usa o nome do juiz porque ele é um ícone da justiça brasileira e representa a esperança do povo brasileiro no combate à impunidade. Álvaro Dias afirmou ainda que está fácil para o eleitor saber quem faz parte da mudança política.

O PT não teve um candidato no debate porque a Justiça negou o pedido para que o ex-presidente Lula, atualmente preso em Curitiba, participasse do evento. Nos estúdios da TV Bandeirantes, onde aconteceu o primeiro debate, estavam presentes apenas dois representantes do partido, que foram embora antes do término.

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*Informações da repórter Marcella Lourenzetto