Presidenciáveis usam redes sociais para atingir eleitores

  • Por Estadão Conteúdo
  • 12/05/2018 19h28
Agência Brasil/ Reprodução/ FacebookJair Bolsonaro, Marina Silva, Henrique Meirelles e Manuela d'Ávila iniciam campanha online

Políticos com pré-candidaturas já anunciadas ou que buscam cacifar seus nomes à disputa pela sucessão presidencial de outubro fizeram neste sábado (12) a comunicação com os eleitores pelas redes sociais.

Líder nas pesquisas de intenção de voto em cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que está preso desde 7 de abril em Curitiba pela condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex e deve ser impedido de disputar o pleito -, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) usou o Twitter para atacar a imprensa. Com a publicação de um vídeo da entrevista de sexta-feira a uma rádio de Belo Horizonte em que trata da revelação, feita nesta semana, de que o governo do general Ernesto Geisel (1974-1979) manteve a política de execução sumária de opositores do regime militar, o parlamentar tentou refutar notícias de que teria equiparado assassinatos cometidos pela ditadura a um “tapa no bumbum” que um pai dá no filho.

“Onde está a vinculação de ‘tapa no bumbum’ com terroristas mortos no Brasil?”, questiona Bolsonaro. “Grande parte da mídia vive de mentiras”, acrescentou na postagem.

O memorando da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) sobre Geisel já tinha sido tratado – com uma abordagem, porém, completamente oposta – pela ex-senadora Marina Silva num post publicado na sexta-feira no Twitter. A pré-candidata da Rede lamentou em sua publicação o “enorme desafio” em acessar a verdade sobre os casos de tortura, morte e desaparecimento ocorridos na ditadura.

Evitando temas mais polêmicos, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que tenta se viabilizar como candidato do MDB na sucessão do presidente Michel Temer, postou um vídeo no qual diz que seu sonho, hoje, é transformar o Brasil numa nação desenvolvida de primeiro mundo.

O pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, aproveitou o fim de semana do Dia das Mães para, em vídeo publicado em suas páginas do Twitter e do Facebook, responder a perguntas relacionadas a educação e segurança pública de duas mães de Santa Catarina e São Paulo. Além de prometer escolas em período integral, o que ajudaria a impedir que as crianças sejam atraídas por traficantes, assim como ensino médio voltado ao aprendizado profissionalizante, Ciro destacou que o Ceará, estado que governou entre 1991 e 1994, responde por 77 das 100 melhores escolas de ensino fundamental do País. “Se um estado pobre como o Ceará fez isso, o governo federal tem a obrigação de fazer no País inteiro a mesma coisa”, afirmou Ciro.

O senador Alvaro Dias, pré-candidato do Podemos, defendeu “menos Estado e mais sociedade” em postagem desse sábado. “Nem esquerda, nem direita, é pra frente que se anda”, postou o parlamentar.

Já a deputada estadual Manuela d’Ávila, pré-candidata do PCdoB, transmitiu em suas páginas nas redes sociais um debate sobre feminismo com a filósofa Marcia Tiburi marcado por críticas à reforma trabalhista e ao presidente Michel Temer. “A reforma trabalhista não é igual para homens e mulheres. Ela é ruim para todos os trabalhadores, mas pune fundamentalmente as mulheres”, afirmou Manuela durante o evento promovido, na manhã deste sábado em Porto Alegre, pela União Brasileira de Mulheres. Segundo Manuela, Temer é “golpista” não só por chegar ao poder por um impeachment em que, na opinião dela, não houve crime de responsabilidade, mas também por liderar um programa de governo que não foi eleito nas urnas.