“Estou aí ‘alive and kicking’”, diz Guilherme Arantes sobre 40 anos de carreira

  • Por Jovem Pan
  • 07/11/2015 18h32
DivulgaçãoGuilherme Arantes

Comemorando seus 40 anos de carreira, Guilherme Arantes se apresenta em São Paulo na próxima terça-feira (10) e, nessa apresentação mais do que especial, ele fará uma grande retrospectiva pro essas quatro décadas. “Então estou aí, vivo, ‘alive and kicking’, como se diz por aí. E eu vou compartilhar isso com o público, porque é uma delícia. O teatro é maravilhoso e é uma noite bem de emanar com o público em São Paulo. Porque eu adoro tocar em São Paulo”, disse o cantor em entrevista à Jovem Pan.

Ainda de acordo com Arantes, a ideia do show pé de fazer essa retrospectiva, incluindo ainda as músicas mais recentes: “é um repertório bem legal e a gente soma com algumas coisas mais recentes, do disco ‘Condição Humana’. Eu voltei a compor músicas inéditas, e é um disco muito bom, que ganhou o Prêmio Multishow em 2013”.

A apresentação, ele ainda pretende contar a história das músicas apresentadas, destacando que foi um hábito que adquiriu ao longo dos anos. “Porque você já tem 40 anos de carreira, são quatro décadas, e a gente abarca várias épocas da vida brasileira, porque o mundo foi mudando ao longo desse tempo. Então o contexto de cada música é legal, porque o público gosta disso”, destaca.

“As músicas sempre têm muito a ver com a biografia da gente e as coisas que a gente estava vivendo. Eu sou basicamente compositor, nem tanto intérprete. Sou mais intérprete das minhas coisas e aí as músicas tem a ver com períodos da vida, coisas que eu estava vivendo, da parte emocional e os filhos também. Então a gente olha com uma perspectiva que a idade vai dando, porque é engraçado ter essa perspectiva da vida”.

A música “Um Dia e Um Adeus”, por exemplo, tem uma história bastante curiosa: “no roteiro do clipe [de ‘O Fio da Navalha’] estava que eu tinha que beijar a Silvia Pfeifer e foi um constrangimento, porque na época tinha essa mania de fazer o cantor fazer papel de ator. Isso era uma coisa dos anos 1980. Hoje não tem muito isso, a não ser que o cantor faça questão de contracenar com alguém. Depois eu acabei fazendo e depois eu fiz ‘Um Dia e Um Adeus’, que acabou sendo um sucesso e que eu fiz para a minha mulher para ficar em uma boa”.

Serviço: Dia 10/11, às 21h. Rua das Olimpíadas, 360 – Itaim Bibi