Após polêmica com #EleNão, Roger Waters exibe ‘ponto de vista político censurado’ em show

  • Por Jovem Pan
  • 11/10/2018 08h00
Reprodução/TwitterRoger Waters voltou a fazer críticas contra Bolsonaro

Roger Water voltou a fazer manifestação política durante seu segundo show em São Paulo, na noite de quarta-feira (10). O ex-líder do Pink Floyd recebeu críticas após citar Jair Bolsonaro em lista de “neofascistas”.

Desta vez, o cantor e compositor cobriu o nome do candidato à Presidência com uma faixa com os dizeres “ponto de vista político censurado”. Momentos depois, no entanto, o telão voltou a exibir “Jair Bolsonaro”.

Parte do público não entendeu a crítica embutida de Roger, achando que ele teria sofrido censura – algo que não aconteceu.

Roger ainda fará 6 shows no Brasil: Brasília (13 de outubro), Salvador (17 de outubro), Belo Horizonte (21 de outubro), Rio de Janeiro (24 de outubro), Curitiba (27 de outubro) e Porto Alegre (30 de outubro).

 

Primeira polêmica

No primeiro show de Waters, a confusão aconteceu após a famosa música “Another Brick in the Wall”, que começou com 12 pessoas encapuzadas como se fossem reféns do Estado Islâmico, imóveis no palco, prestes a serem decapitadas. Quando chegou a parte do coro, elas retiraram os capuzes. Eram todas crianças. Houve um choque absurdo na plateia. Ao final da música, Waters explicou que todas eram brasileiras.

Em um telão de 70 metros no fundo do palco, Waters exibiu diversos nomes de políticos do mundo que, na sua visão, estão na lista dos fascistas. A plateia urrou, alguns vaiando, outros apoiando, quando o nome do candidato Jair Bolsonaro apareceu na lista de neofascistas do mundo no telão gigante do palco.