‘Ninguém pensou mais nisso do que eu’, diz Adam Levine sobre polêmica do Super Bowl

  • Por Jovem Pan
  • 01/02/2019 09h42
ReproduçãoVocalista do Maroon 5 buscou artistas negros para dividirem o palco e teve respostas negativas de nomes como Cardi B, Nicki Minaj e Usher

O vocalista do Maroon 5, Adam Levine, aceitou liderar o show de intervalo da final do futebol americano em meio a muitas controversas, mas ele garante que pensou muito sobre o assunto antes de aceitar o convite – recusado por muitos outros artistas.

“Eu fiz. Falei com muitas pessoas, o mais importante, porém, quando eu silenciei todo o barulho, foi me escutar, tomei minha decisão com base no que pensei a respeito. Ninguém pensou mais nisso do que eu. Ninguém pensou mais nisso. Tomei essa decisão com amor”, disse.

O problema que a banda de pop rock enfrentará no próximo domingo já era esperado. Levine disse, em entrevista, que “olhando para trás, em cada show de intervalo do Super Bowl, as pessoas simplesmente não conseguem evitar – é como uma insaciável necessidade de odiar um pouco”, refletiu. Para ele, o caminho será “falar por meio da música”.

Em suma, Adam Levine convive, desde que aceitou o convite, com críticas a sua escolha para principal atração do evento em um estado dos EUA conhecido pela música afroamericana. Para muitos, escolher um artista branco foi mais um equívoco da NFL, agência que organiza o campeonato.

Para aplacar os ânimos, o Maroon 5 buscou artistas negros para dividir o palco, mas levou muitos não no caminho, entre eles, estariam Cardi B, Usher, Lauryn Hill, Nicki Minaj e Rihanna.

Além disso, uma petição online com milhares de assinaturas pede que a banda se ajoelhe durante o hino estadunidense ou não o exalte, uma ação de companheirismo ao quarterback Colin Kaepernick, que está há três anos sem jogar porque a NFL “orientou” os times da liga a não darem a ele espaço após o jogador se ajoelhar durante o hino dos EUA nos jogos – um protesto diante da violência policial contra jovens negros.

O Super Bowl é um dos maiores eventos televisivos dos Estados Unidos, um comercial de aproximadamente 30 segundos cobrava cerca de 6 milhões de dólares, o equivalente a R$ 23,5 milhões. Isso porque o show, que dura cerca de 13 minutos, é assistido por mais de 100 milhões de pessoas.