Zone Of The Enders: The 2nd Runner – M∀RS é essencial para donos de PSVR

  • Por Adriano Sarafim
  • 14/09/2018 19h10
Divulgação/KonamiO clássico do PS2 chega ao console da nova geração com suporte VR do começo ao fim da campanha

O PlayStation 2 foi o primeiro console no qual eu consumi diversos jogos, lá no início deste milênio. Tive a sorte de ser apresentado a muitos games que se tornaram clássicos com o passar dos anos. Lembro da época do lançamento de Metal Gear Solid 2: Sons Of Liberty, a tão esperada sequência da franquia da Konami criada por Hideo Kojima. Nele, a demonstração de uma nova propriedade intelectual chamada Zone Of The Enders chamou a atenção.

Até hoje o mundo se empolga quando há embates entre robôs enormes – o que foi comprovado com franquias cinematográficas recentes como Transformers e Círculo de Fogo, além de outros tipos de mídia como desenhos animados e animes. Kojima entregou exatamente isso com o seu novo projeto e fez muito sucesso. Com a missão de evoluir os conceitos ainda mais, ele e a Konami deram luz à um dos melhores jogos daquela era: Zone Of The Enders: The 2nd Runner.

Quinze anos mais tarde, a nova geração de gamers têm a oportunidade de conhecer um verdadeiro clássico com o lançamento de Zone Of The Enders: The 2nd Runner – M∀RS, remasterização já disponível para PlayStation 4, trazendo suporte para o VR, além do PC via Steam.

A nova versão dá a oportunidade dos jogadores experimentarem gráficos retrabalhados para a nova geração e áudios totalmente refeitos na batalha da orbital frame Jehuty contra a organização militar BAHRAM, que conquistou muitos fãs no passado pelo enredo bem amarrado, com direito a até a um anime.


Novo protagonista e muita ação

 

Se em ZOE o piloto de Jehuty era Leo Stenbuck, dessa vez a honra de controlar a orbital frame ficou com o minerador Dingo Egret, que acha o mecha escondido nas geleiras de Callisto. Perseguido pela BAHRAM, o protagonista acaba sendo baleado por Nohman, o antagonista do título. Deixado para morrer, Dingo acaba sendo salvo por Ken Marinaris. O problema é que Egret agora só permanece vivo dentro de Jehuty, dando início à sua aventura.

O combate em ZOE 2 é muito mais fluído do que o seu antecessor, além de ter muito menos problemas com o controle da câmera. O visual em cell shading foi muito bem remasterizado para a versão 4K, mas algumas partes do cenário ainda possuem um borrão. As lutas contra os rivais de Jehuty continuam empolgantes e muito velozes. Saber a hora certa de esquivar dos golpes adversários e contra-atacar é essencial.

A grande novidade de The 2nd Runner é a inclusão do modo VR. Os jogadores podem curtir a campanha do começo ao fim em primeira pessoa, como se estivesse controlando Jehuty no lugar de Dingo Egret. Enquanto você utiliza o aparelho nos olhos, os espectadores que estiverem dividindo o mesmo espaço assistem aos combates em terceira pessoa. A qualidade de áudio ficou ótima nesse modo, já que é importante para o jogador escutar a movimentação inimiga para poder se defender quando este estiver em suas costas.

Outra novidade em The 2nd Runner é adição do controle Profissional, em que alguns comandos são simplificados. Conforme seu progresso, Jehuty vai ganhando habilidades secundárias que, em sua versão original, precisavam ser acessadas por meio do submenu. Dessa vez, a Konami colocou o acesso diretamente nos botões direcionais, fazendo com que a ação não seja interrompida de forma abrupta.

Zone Of The Enders The 2nd Runner é uma remasterização obrigatória para os fãs da franquia e um ótimo jogo para quem possui o PlayStation VR. A campanha envolvente e seu combate super veloz certamente agradará a nova geração de jogadores, além de toda a nostalgia para quem teve a oportunidade de conferir essa maravilha há 15 anos.

Zone Of The Enders The 2nd Runner Mars

 

NOTA: 9,0

+ Adição do modo VR
+ Sons retrabalhados para a nova geração
+ Mudanças pontuais nos comandos, favorecendo o combate
+ Enredo envolvente
+ Cenas feitas em anime foram trazidas com qualidade
– Borrões em partes do cenário
– Combate pode acabar se tornando repetitivo