Amigo de Daniel diz que beijou esposa de assassino em festa

  • Por Jovem Pan
  • 20/02/2019 10h23
Reprodução/ InstagramLucas Muner (esq.) está com a família de Daniel nas audiências

Um amjgo do jogador Daniel, Lucas Muner, fez depoimento à Justiça nesta terça-feira (19) e apresentou uma novidade. Ele disse que beijou Cristiane Brittes, a esposa de Edison Brittes Jr., assassino confesso do meia. Isso teria ocorrido na mesma noite em que o meia foi torturado e morto, acusado de ter estuprado Cristiane.

A novidade foi apresentada por Lucas durante as audiências na 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais. Ele contou que estava na festa de aniversário da filha de Cristiane, Alana, quando foi surpreendido. Lucas contou que ela estava visivelmente bêbada e “roubou” o beijo. Ele afirmou também que já tinha visto Cristiana beijar outros homens em outros dias.

Advogado de defesa da família Brittes, Claudio Dalledone tentou desqualificar o depoimento de Lucas em declaração à imprensa: “não é um testemunho. É um informante sem compromisso de dizer a verdade. Ele está mentindo. Isso é uma coisa plantada por uma pessoa que só aparece agora com essa versão”.

Realmente Lucas não tinha contado essa história quando deu depoimentos aos investigadores do caso. Ele alegou que não falou essa parte da história porque estava com medo de retaliações.

O caso Daniel

Ex-jogador do São Paulo e do Botafogo, Daniel foi encontrado morto, torturado e sem o pênis em São José dos Pinhais, em novembro de 2018. Edison Brittes Junior, também conhecido como Juninho Riqueza, assumiu o assassinato. Ele alega que fez isso porque encontrou Daniel tentando estuprar a esposa, Cristiana. As investigações indicaram que outras 3 pessoas participaram das agressões.

Portanto ao todo existem 7 réus: Juninho Riqueza, Cristiana Brittes, Allana Brittes (filha do casal, acusada por coação de testemunha e fraude processual), Evellyn Brisola Perusso (ex-ficante de Daniel, acusada por denunciação caluniosa e fraude processual) e os 3 acusados de agressão – Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King e David Willian Vollero Silva.

As audiências na 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais devem durar 3 dias, reunindo testemunhas de acusação, de defesa e também os reús. Depois a juíza vai determinar se os reús irão para júri popular ou não.