Lenda do Santos, ex-parceiro de Pelé polemiza e só vê Messi como ‘gênio’: ‘CR7 é força’

  • Por Jovem Pan
  • 13/03/2019 15h56
Arquivo/Estadão ConteúdoO ex-ponta-esquerda Edu foi tricampeão mundial com a Seleção Brasileira em 1970

A incrível atuação de Cristiano Ronaldo na vitória da Juventus por 3 a 0 sobre o Atlético de Madrid, na última terça-feira, pelas oitavas de final da Champions League, reacendeu um polêmico debate: seria o português o maior jogador da história da competição europeia? Há quem defenda que sim, e há quem crave que não.

Os méritos do camisa 7 são inegáveis, é verdade, mas, na visão de um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, não o fazem atingir o patamar de “gênio”. Em entrevista exclusiva ao locutor Nilson Cesar, da Rádio Jovem Pan, o ex-ponta-esquerda Edu, que atuou ao lado de Pelé no Santos e na Seleção Brasileira, desabafou e disse que, dos atletas que ainda estão atividade, apenas Messi pode ser classificado desta forma.

“O Neymar, por exemplo, para mim, é fora de série. É um jogador que eu vi crescendo aqui na Vila Belmiro. Ele tem um repertório de dribles fantástico, faz o que quer com a bola, mas precisa ganhar uma Copa do Mundo. Gênio é outra história… Gênio, para mim, é só o Messi. Nem o Cristiano é… O Cristiano é força e definição. Agora… Chamar de gênio é complicado”, disparou.

De acordo com Edu, “é doído” ver muitos jogadores alcançarem status que, na sua visão, não lhe pertencem. “Dói na alma ouvir essas coisas”, afirmou. “Porque nós, que jogamos com Gerson, Rivellino, Tostão, Dirceu Lopes, Ademir da Guia, vemos um jogador fazendo uma partida boa e já sendo chamado de gênio… Gênio não! É bom jogador. Hoje, por exemplo, eu tenho certeza de que muitos desses daí não jogariam na nossa época”, finalizou.

Lenda do Santos, Edu jogou no Peixe de 1966 a 1978. Sexto atleta que mais vestiu a camisa alvinegra na história, ele marcou 183 gols pelo clube paulista (sétimo maior artilheiro) e, em mais de uma década na equipe, conquistou quatro títulos paulista e um brasileiro. Pela Seleção Brasileira, fez parte do grupo tricampeão mundial em 1970.