Presidente do PSG teria ameaçado deixar Neymar afastado até 2022, diz jornal

  • Por Jovem Pan
  • 15/07/2019 19h41
Divulgação/PSGNeymar

O jornal espanhol “El País” trouxe a informação nesta segunda-feira (15) que o presidente do PSG, Nasser Al-Khelaifi, ameaçou deixar Neymar afastado dos jogos, apenas treinando, até o fim do contrato, em 2022. A grave ameaça seria por conta dos constantes “danos à imagem” do Catar.

“O dirigente não consegue tolerar que essa crise esteja causando danos à imagem de uma instituição profundamente vinculada ao Estado do Catar”, revela “El País”. O PSG é dono do QSI, grupo de investimentos da família real catari.

O presidente do clube francês estaria enfurecido com os diversos atos de rebeldia de Neymar enquanto esteve de férias no Brasil. Na última semana, por exemplo, o jogador não se reapresentou com o restante do elenco do PSG e afirmou que havia sido combinado com o clube. Leonardo, novo diretor do Paris, negou o acordo. Em coletiva durante evento de sua marca, o craque brasileiro ainda deu uma cutucada no PSG ao afirmar que a melhor lembrança que tem de vestiário foi a histórica vitória do Barcelona por 6 a 1 diante dos franceses na Champions League. A declaração caiu muito mal em Paris.

Um dos pontos que teria deixado o presidente do PSG mais irritado foi a informação que Neymar estaria disposto a baixar seu salário para jogar no Barça.

“Al-Khelaifi passou do desgosto à raiva quando um agente muito próximo do jogador lhe assegurou que Neymar estava disposto a baixar seu salário a 24 milhões de euros se assinasse com o Barça, como era seu desejo. Ao PSG, a estrela cobra 47 milhões de euros por temporada. A ideia de que Neymar prefira cobrar menos com objetivo de deixar o PSG, onde lhe permite levar sua vida à margem da disciplina profissional do elenco, enfureceu Al-Khelaifi”, afirma o jornal espanhol

“Indignado ao ver que o jogador adiava a confirmação de quando voltaria a Paris, o presidente pediu a Leonardo para avisar Neymar Pai que se o garoto não se apresentasse nesta segunda-feira, aconteceria o mesmo que foi feito com Rabiot, a quem o clube deixou afastado por insubordinação na temporada passada. Ficaria só recebendo salário e sem tocar uma bola sequer”, concluiu.