Da Arena às contratações: guia disseca candidatos à presidência do Corinthians

  • Por Jovem Pan
  • 04/12/2017 08h00
Montagem sobre fotosDa esquerda para a direita: Andrés Sanchez, Antonio Roque Citadini, Felipe Ezabella e Romeu Tuma Júnior, candidatos à presidência do Timão

O ano não acabou para o Corinthians. Campeão estadual e nacional em 2017, o clube encerrou no último domingo a sua participação no Campeonato Brasileiro, mas promete ferver politicamente nas próximas semanas. Explica-se: no dia 3 de fevereiro, os sócios alvinegros se reunirão para eleger o próximo presidente corintiano, que ficará no cargo pelo triênio 2018/19/20.

Até o momento – e nada deve mudar daqui em diante –, quatro candidatos estão confirmados para o pleito: Andrés Sanchez (situação), Antonio Roque Citadini (oposição), Felipe Ezabella (oposição) e Romeu Tuma Júnior (oposição).

A Jovem Pan conversou com todos eles nos últimos dias e traz, agora, um resumo do que cada um pretende fazer caso seja eleito à presidência do Corinthians.

As entrevistas foram conduzidas pelo repórter André Ranieri, que fez cinco perguntas-padrão e uma livre para cada candidato.

O resultado você vê abaixo!

Andrés Sanchez

Deputado federal pelo PT-SP, Andrés, 53 anos, encabeça a chapa “Renovação e Transparência”, que comanda o Corinthians desde 2007. Ele foi o presidente alvinegro entre 2007 e 2011 e é a figura política mais influente do clube.

Principais propostas

“O carro-chefe é fazer uma grande administração e implantar novamente uma administração transparente e moderna para tornar o Corinthians o maior possível no Brasil. Esse é o grande desafio do presidente… Arrecadar e atrair o máximo de torcedores jovens para o clube.”

Dívidas da Arena

“Nós temos 12 anos para pagar o financiamento. Hoje, está em dia. Vamos fazer o melhor possível para o clube. É óbvio que hoje o País é outro em relação ao da construção do estádio, tudo mudou, o Brasil vive uma crise financeira nunca vista… Temos de sentar e negociar algumas coisas que achamos interessantes. Mas o Corinthians sempre teve problemas e sempre cumpriu com todos os seus pagamentos. Com a Arena, não vai ser diferente. A Arena não é um problema, ela é uma solução para o Corinthians. No futuro, tirando a torcida, é o maior patrimônio do clube.”

Clube social x futebol

“O negócio é o seguinte… 95% da arrecadação do clube é futebol. E 98% das despesas do clube são, também, futebol. Então, temos de fazer uma gestão controlada em ambas as partes. Eu fui presidente por cinco anos e nunca deu déficit no clube social. Esse negócio de que se põe pouco dinheiro no futebol… Isso aí dizem porque não sabem o que estão falando.”

Folhapress

Gestão do Fiel Torcedor pela Omni

“As pessoas que falam que boa parte do dinheiro arrecadado com o Fiel Torcedor não vai para o clube não conhecem o sistema. O Corinthians não arca com nada. Não paga funcionário, tecnologia, nada. Ele fica com 60%, e a empresa, 40%. E, quando você fala que a empresa fica com 40%, não é que ela tem um lucro de 40%… Ela tem mais de 150 funcionários na arena, manutenção das catracas… Então, as pessoas falam essas coisas porque não têm o que fazer e pouco fizeram pelo clube. Mas é justo… Tudo está crescendo e nada mais justo do que, no ano que vem, quando o contrato com a Omni acabar, o Corinthians fazer uma licitação e pegar o melhor preço, as melhores condições, e fazer novamente.”

Política austera ou “agressiva” no futebol?

“A torcida e o sócio do clube sabem o que eu fiz desde 2007. Elas sabem o meu jeito de trabalhar, sabem o que eu posso fazer pelo clube… Eu não preciso prometer nada. O Corinthians precisa ter um time competitivo sempre. E terá um time competitivo.”

Categorias de base

“O Corinthians, infelizmente, nos últimos seis anos, só fez os campos (da base). E, agora, no ano que vem, tem que acabar (de construir) a (infraestrutura da) base. O torcedor e os sócios sabem que, no ano que vem, eu termino totalmente a base, para deixar pronta. Aí sim o Corinthians vai ficar muito mais forte.”

Antonio Roque Citadini

O jurista, 67 anos, pertence à chapa “Corinthians + Forte”. Vice-presidente de futebol entre 2001 e 2004, é o nome mais forte da oposição alvinegra nos últimos anos. Obteve 43% dos votos nas eleições presidenciais de 2015 e foi derrotado por Roberto de Andrade.

Principais propostas

“Há um conjunto de questões que nós colocamos ao Corinthians. O clube foi campeão nacional, mas vive várias dificuldades… Há, por exemplo, um desequilíbrio orçamentário brutal, além dos problemas estruturais, como a questão do estádio e do Parque São Jorge, que não abriga mais o futebol. A grande questão colocada pela minha campanha é a de que o atual grupo dirigente esgotou a sua capacidade de resolver os problemas do Corinthians. Eles estão patinando há quatro anos. Nós queremos ajudar o clube a resolver os seus problemas. Os problemas da construção e gestão do estádio, dos empréstimos com a Caixa e do Parque São Jorge.”

Dívidas da Arena

“O primeiro passo é simples: chegar aos números finais do estádio. Qual é o valor, o que deve, o que não deve… O Corinthians tem vários questionamentos. Muitas obras não foram feitas, outras foram feitas com defeito… É preciso chegar aos números finais, como em qualquer outra obra. Nós vamos pagar o estádio! Disso não há dúvidas. Mas, primeiro, é preciso chegar a um acerto final sobre os números.”

Clube social x futebol

“Essa separação já existe, a separação orçamentária. O clube, hoje, sofre um processo de grande transformação, porque o futebol saiu do Parque São Jorge. O time treina no CT Joaquim Grava e joga em Itaquera. Então, não se tem mais uma relação entre o futebol e o clube. Tudo o que está lá no Parque São Jorge precisa ser repensado para que o clube seja agradável para o seu associado e também para os esportes olímpicos.”

Reprodução/YouTube

Gestão do Fiel Torcedor pela Omni e poder de voto aos sócios-torcedores

“É claro que está havendo problemas na gestão do Fiel Torcedor, porque senão o clube estaria ganhando dinheiro para quitar as prestações da Caixa. A empresa que administra o Fiel Torcedor (Omni) só trabalha para o Corinthians, o que é uma coisa meio estranha. Isso tem de ser repensado. Com relação ao programa Fiel Torcedor, ele é bom. Mas os sócios do clube não conseguem comprar ingresso, o que é meio estranho. A primeira coisa que precisamos pensar é nisso. Depois é que se tem de discutir a questão do poder de voto aos sócios-torcedores.”

Política austera ou “agressiva” no futebol?

“Esse negócio de obsessão pela Libertadores o Corinthians não tem. Isso era coisa da imprensa por causa do São Paulo. Libertadores não é a coisa mais importante do mundo. Todos os campeonatos são importantes. Esse negócio de que ‘eu morro se não ganhar Libertadores’ já está até meio fora de moda. A Libertadores é importante, é claro, mas não é essa oitava maravilha do mundo, não! No ano que vem, o Corinthians precisa ter um time competitivo. Vamos trabalhar com a seguinte regra: equilíbrio e time bom.”

Divisão de candidatos enfraquece a oposição?

“O que houve, na verdade, foi uma pulverização da situação. Boa parte das pessoas que lançaram outras chapas fazia parte da situação. Eu nunca fiz. Nunca tive cargo e nem votei na Renovação e Transparência. E acho que, se os candidatos se unissem, boa parte voltaria para a situação. Não é tão fácil assim unir todo mundo.”

Felipe Ezabella

O advogado, 39 anos, é o candidato da chapa “Corinthians Grande”. Ele foi diretor de Esportes Terrestres do Corinthians entre 2007 e 2009 e conselheiro do clube entre 2007 e 2015. É dissidente do “Renovação e Transparência”, de Andrés Sanchez.

Principais propostas

“Os principais pontos da minha campanha são: melhorar a administração do clube, com transparência e austeridade; fazer uma renegociação dura das dívidas do estádio, alongando o financiamento junto à Caixa Econômica Federal e levando as negociações a uma câmara arbitral, porque não queremos mais que a Odebrecht fique à frente dos negócios. O terceiro ponto se refere às categorias de base, ao Centro de Treinamentos. O CT do time principal teve avanços nos últimos anos, mas o da base, não. Pretendemos melhorar isso. E o último ponto é aprimorar o departamento de marketing para buscar novas fontes de receitas. Todos esses pontos vão levar ao resultado final, que é continuar com uma equipe vencedora.”

Dívidas da Arena

“Falar em qualquer prazo para quitação das dívidas seria oportunismo. O que temos de prometer é muito trabalho e gente nova e diferente das que negociaram anteriormente. O estádio é maravilhoso, mas existem dois problemas na parte operacional: o primeiro é a questão das dívidas, da operação com a construtora. Há obras que não foram feitas a contento. Nossa proposta é negociar de forma dura com a Odebrecht, para que ela deixe a operação. E o segundo ponto é fazer com que a Arena vire um palco de atividades e de negócios, como foi prometido lá atrás. Hoje, a Arena sobrevive dos 35, 40 jogos de futebol por ano, e apenas com venda de ingressos. Há pouca venda de camarotes e poucas ações comerciais feitas nos outros dias do ano. Pretendemos transformar a Arena em um centro de operação comercial e de atividade para a comunidade. Queremos que as pessoas circulem pelo estádio em dias além dos dias de jogos.”

Clube social x futebol

“O clube social vai ser sempre o coração e, ao mesmo tempo, o centro nervoso do clube. Não tem como dizer que ele vai acabar. Precisamos fortalecê-lo e também fortalecer o futebol. Como? Fala-se muito em dividir… Fisicamente, essa separação já existe, mais ou menos. Mas temos a proposta de discutir com os conselheiros a possibilidade de fazer com que o clube tenha uma governança que aja só no futebol. Não é transformar o clube em empresa, de maneira nenhuma, mas fazer com que ele tenha áreas específicas e que haja foco sempre voltado ao futebol. Hoje, o presidente responde por tudo, pela bocha, pela peteca, pelo vôlei… A ideia é propor uma discussão para que o Corinthians tenha uma equipe própria só do futebol.”

Gestão do Fiel Torcedor pela Omni e poder de voto aos sócios-torcedores

“Existe um contrato com a Omni válido até o fim de 2019. A análise que temos desse contrato é de que ele é comercialmente desfavorável ao clube. Ou seja, dá para o clube fazer um acordo comercial muito melhor do que este. Temos de sentar com os responsáveis, para entender a operação, e, se for o caso, fazer revisões no contrato. Falar em rescindir com a empresa é bobagem, até porque existem multas. Se não for possível, o contrato vai acabar, e vamos procurar uma empresa que preste os mesmos serviços.”

“Sobre a questão dos votos aos sócios-torcedores: em 2008 ou 2009, não me recordo agora, eu fui um dos autores da proposta que tentava dar algum tipo de voz aos sócios-torcedores dentro do clube. Essa proposta sequer foi levada a debate. Esse tema é muito polêmico. Existem colegas que são a favor e colegas que são contra. A única certeza que eu tenho é a de que esse debate tem de existir. Podemos concluir que sim ou que não, mas essa discussão tem de acontecer dentro do clube. Outra prioridade é fazer com que o sócio do clube tenha uma categoria específica ou seja incluído em uma categoria já existente do programa de sócio-torcedor, já que hoje ele não consegue ingressos via Fiel Torcedor.”

Política austera ou “agressiva” no futebol?

“No clube social, muita austeridade. No futebol, na parte que toca às contratações, vamos ter de analisar o que vai estar em vigor, porque eu assumiria já em fevereiro, provavelmente com boa parte do elenco definido… O ano de 2018 vai ser muito atípico. O Brasileiro começa antes, tem a parada para a Copa, e a Libertadores vai até o fim do ano. Aliás, sou contra esse novo formato da Libertadores, porque acho que ele tira um pouco o foco da competição nacional. Mas a ideia é sempre ter um time competitivo… Austeridade no clube e time forte dentro de campo.”

Por que saiu do movimento Renovação e Transparência, de Andrés Sanchez?

“Na verdade, eu saí do Renovação e Transparência há algum tempo. Saí ainda no segundo mandato do Andrés Sanchez. Cada um dos nossos colegas de chapa teve motivos diferentes para sair. Mas eu acho que o principal deles era o desgaste. Eu, particularmente, saí por entender que a linha que estava sendo seguida na administração do clube não era a correta.”

Romeu Tuma Júnior

O ex-delegado e ex-deputado estadual, 57 anos, é o candidato da chapa “Democracia Corinthiana Participativa”. Vice-presidente de futebol do Corinthians entre 1994 e 1995, consolidou-se, nos últimos anos, como um dos principais nomes da oposição. Foi dele, por exemplo, o pedido de abertura de inquérito que colocou em risco o mandato de Roberto de Andrade no ano passado.

Principais propostas

“Nosso carro-chefe é fazer uma administração democrática e participativa e, especialmente, mudar o modelo de gestão do Corinthians. Ninguém aguenta mais um clube do tamanho do Corinthians ter uma gestão retrógrada, omissa, sem nenhuma transparência e sem ter uma participação efetiva dos associados, conselheiros e torcedores. O Corinthians é um clube ímpar por sua grandeza, importância e história. Ele não pode ter um presidencialismo de cooptação, no qual os cargos, espaços e negócios são divididos em pequenos latifúndios em troca de apoio político-partidário. O Corinthians precisa ser gerido como uma nação.”

Dívidas da Arena

“O estádio é impagável no modelo em que eles querem pagar. Eu tenho uma forma que, para mim, é muito clara… O Corinthians praticamente já pagou esse estádio! Nós estamos jogando lá desde 2014, e foi criado um fundo que eu fui o único conselheiro que votou contra. Esse fundo já arrecadou muitos recursos desde 2014. Mas o Corinthians não vê um tostão desse dinheiro. Uma auditoria apontou que, entre obras malfeitas e não realizadas, a Odebrecht deve para o clube cerca de R$ 250 milhões. Some a isso no mínimo mais R$ 50 milhões de danos morais… Porque o Corinthians é vítima disso, teve o nome citado na Lava-Jato e está todos os dias nas páginas policiais. Tem também a questão do estacionamento, que o Corinthians não pode usar, só em dias de jogos, e com limitação. Então, há outro dano… Seriam mais R$ 50 milhões. Totalizaria R$ 400 milhões, valor muito parecido com o que o Corinthians deve para a Odebrecht. Então, é chamar a Odebrecht, fazer um acordo e falar: ‘ó, está 0 a 0. Vamos na Lava-Jato e homologamos esse acordo. Cada um fica com o seu prejuízo.’ Tirando a Odebrecht do negócio, falta resolver o problema com a Caixa. O nosso empréstimo na Caixa foi em torno de R$ 400 milhões, do dinheiro do BNDES. Negociando com a Caixa, você pega as CIDs da prefeitura e entrega para a Caixa. Essas CIDs, por baixo, valem em torno de R$ 350 milhões. Entrega no banco, para a Caixa, e ela repassa… Tiramos a Caixa do negócio. Aí o Corinthians passa a ser o único dono da Arena e passa a explorá-la em sua totalidade.”

Clube social x futebol

“Eu sou contra dividir. O Corinthians é histórico. Nossa história não pode ser rompida. Nós somos apaixonados pelo futebol, mas o clube é de fácil gestão. Se você montar time de basquete e de vôlei competitivos, por exemplo, vai ter recurso para administrar o clube. O que não pode é o Corinthians, com a sua grandeza, jogar com camisa de aluguel… Jogar em Guarulhos com o vôlei ou em Barueri com o futebol feminino. O que nós vamos fazer? Criar uma superintendência de futebol, que vai abarcar o futebol profissional, o futebol de base, o futebol feminino e o futebol de masters, que será profissionalizado. Os ex-jogadores vão ter contrato profissional e plano de saúde pagos. Essas pessoas precisam ser resgatadas, reintegradas ao clube. Precisamos fazer com que a nossa Fazendinha volte a ter jogos de futebol master, futebol feminino, futebol de base… Estamos num lugar privilegiado da Zona Leste de São Paulo… Aquela Fazendinha não pode ficar abandonada! Nós vamos remodelá-la!”.

DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

Gestão do Fiel Torcedor pela Omni e poder de voto aos sócios-torcedores

“Esse (acordo com a Omni) é mais um negócio que foi feito para lotear apoio político. Nós estamos falando de Corinthians, não de um clube de bairro! O Corinthians não precisa de intermediário em tudo. É intermediário em passe de jogador, é intermediário em atleta da base, é intermediário para vender Fiel Torcedor, para licenciar produtos do clube… E o Corinthians sempre tomando prejuízo. Tem que tirar a Omni do Corinthians. Esse projeto é falacioso. O associado do programa tem de pagar anuidade para comprar ingresso. É um programa seletivo, para rico… O sócio do Corinthians não consegue comprar ingresso! Nós vamos tirar a Omni assim que assumirmos a direção do clube! No nosso primeiro dia de mandato, o associado do Corinthians vai estar automaticamente inscrito no programa antes que ele saia. E nós vamos acabar com ele! Vamos criar um programa diferenciado, que pode até ser administrado pelo próprio Corinthians. E se contratarmos uma empresa para administrar, ela vai levar no máximo 5%… Esses intermediários são praticamente sócios do Corinthians. É uma vergonha!”.

“Sobre os sócios-torcedores terem poder de voto… A gente propõe uma reforma estatutária ampla. Precisamos aumentar o número de sócios votantes. Eu, de cara, já proponho que o cônjuge do dono do título de sócio possa votar. Só aí, já dobramos o número de sócios, porque a atual gestão quer diminuí-lo para manter o curral eleitoral. Hoje, um sócio do Corinthians só pode votar depois de cinco anos. Como falar em Fiel torcedor votando assim? Beira a insanidade! Antes, precisamos reformular o estatuto”.

Política austera ou “agressiva” no futebol?

“Nós temos de fazer tudo ao mesmo tempo. O Corinthians é uma nação, é um gigante, e tem de pensar e agir como tal. Nós vamos pegar o trem andando e subir nele. Não vamos mexer em comissão técnica, não vamos mexer em grupo de jogadores… Vamos agregar valores! Vamos consultar o treinador e, se precisar cobrir alguma posição, vamos atrás. O Corinthians não pode deixar de disputar títulos, independente do presidente. É obrigação do presidente do Corinthians montar grandes times e disputar títulos. Nós não vamos fazer diferente. Quando tivermos um Corinthians bem administrado, com compliance e transparência, os patrocinadores vêm.”

Categorias de base

“Ela vai ter a mesma estrutura do profissional. Nós vamos trabalhar os atletas desde o CIFAC, a escolinha de esportes… Todo atleta que nascer no Corinthians vai ter 100% dos direitos vinculados ao clube e, se vier de outro clube, no mínimo 80% vai ser do Corinthians. Acho que nós temos de voltar com a peneira, mas uma peneira com modelo profissional, na qual os meninos ficarão um tempo treinando, e não só jogando por cinco minutos. Vamos contratar ex-jogadores do clube como olheiros e para dirigir a base. A nossa base sempre foi uma pérola e não vai deixar de ser.”