Raphael Veiga diz que jogadores não perceberam suposto apoio do Atlético a Bolsonaro

  • Por Allan Brito/ Jovem Pan
  • 11/10/2018 16h17
Reinaldo Reginato/Fotoarena/Estadão ConteúdoRaphael Veiga (dir.) mostrou mensagem, mas Paulo André escondeu camiseta

Os jogadores do Atlético-PR se envolveram em uma polêmica no final de semana, pois entraram em campo com uma camiseta de apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Porém, o meia Raphael Veiga disse que os atletas não sabiam de nada e nem perceberam isso.

De fato era um apoio disfarçado. A camiseta tinha apenas uma frase escrita: “Vamos todos juntos por amor ao Brasil”. Mas esta mensagem vinha sendo utilizada por apoiadores de Bolsonaro, como o presidente do Atlético-PR, Mário Celso Petraglia.

Em entrevista à Jovem Pan, Raphael diz que os jogadores estavam concentrados na partida contra o América-MG e acharam que eram uma mensagem simples por causa das eleições, que aconteceram um dia depois: “Todo mundo estava concentrado só no jogo. O Atlético-PR costuma fazer campanhas, como uma de doação de órgãos recentemente, e falaram pra gente usar, por um Brasil melhor, porque tinha eleições”.

Questionado se os jogadores se incomodaram depois que perceberam a polêmica, Raphael Veiga despistou: “A gente viu que comentaram, mas é uma situação da diretoria. Não sou eu que tenho que resolver”. Porém, um jogador deu impressão de ter percebido o apoio velado, o zagueiro Paulo André, pois ele colocou uma jaqueta fechada por cima.

Polêmica à parte, o Atlético-PR vive uma boa fase na temporada, pois tem se distanciado da briga pelo rebaixamento no Campeonato Brasileiro e está vivo nas quartas de final da Copa Sul-Americana.

Raphael Veiga destacou como tem sido especial participar da competição sul-americana: “É outra atmosfera. São times difíceis. A gente está fazendo sim uma boa campanha, mas precisa continuar focado”.

O próximo adversário do Furacão no torneio será o Bahia, o que tem um lado bom, segundo Raphael: “Não faço comparação se é mais fácil que enfrentar times estrangeiros. Mas tem algo bom, porque a gente já conhece bem. Então não vai ser algo surpreendente. Mas claro que é difícil”, concluiu.