Peres compara Sampaoli a Pelé e revela conversa: ‘Presidente, eu quero e preciso ser campeão’

  • Por Jovem Pan
  • 14/05/2019 11h56
Ivan Storti/Santos/DivulgaçãoJorge Sampaoli é treinador do Santos desde o início da temporada

Não tem como negar: Jorge Sampaoli é um sucesso no Santos. E não só dentro de campo. Exigente à frente do banco de reservas, o treinador argentino tem encantado os torcedores alvinegros pela simplicidade longe dos gramados. Foi assim, por exemplo, quando ele foi flagrado saindo do CT Rei Pelé de bicicleta. Ou quando jogou futevôlei com anônimos na praia. Isso sem falar no tratamento dispensado a fãs após um jogo do Peixe na Vila Belmiro…

Não é exagero dizer que o profissional de 59 anos já flerta com o status de ídolo.

E tal fato se confirma pelas palavras do presidente do Santos. Em entrevista exclusiva a Flavio Prado que vai ao ar no próximo Plantão de Domingo, na Rádio Jovem Pan, José Carlos Peres rasgou elogios a Jorge Sampaoli. Comparou-o a Pelé, revelou que ele pretende morar em Santos mesmo que deixe o clube alvinegro e garantiu: a fome de erguer títulos é perceptível a cada conversa.

“O Sampaoli é uma pessoa muito generosa, simples”, definiu Peres. “Parece brincadeira, porque é um treinador top… Mas ele é de uma humildade impressionante. Ele casou com a cidade. Há um tempo, ele me disse assim: ‘presidente, mesmo que eu saia do Santos e vá trabalhar em outro local, daqui eu não me mudo mais!’. Então, isso para a cidade e para o torcedor de Santos é algo que enobrece. Ele encontra criança e abraça, tira foto… Me lembra o Pelé! Porque o Pelé também tinha essa coisa de pegar criança no colo, de falar com todo mundo com a maior simplicidade possível. É muito legal!”, acrescentou.

De acordo com o presidente do Santos, o sentimento, seis meses após a contratação do argentino, é de orgulho, encantamento e satisfação. “Os jogadores adoram o Sampaoli!”, exaltou. “Ele exige bastante no dia a dia. Não só dos jogadores, mas também da gestão, e isso nos agrada bastante, porque é sempre bom ouvir um profissional do nível dele. Os jogadores jogam para ele e por ele, porque sabem que o que ele fala tem propriedade. É um cara que trabalha 16 horas por dia… Ele respira futebol! E o principal, para a gente, é que ele quer ser campeão. Ele fala para mim: ‘presidente, eu quero ser campeão! Eu preciso ser campeão!’. Pode ter certeza de que, se você fizer um campeonato de botão, ele vai disputar no braço. Isso é o que mais nos encanta!”, finalizou.

A qualidade do jogo é o destaque do trabalho de Sampaoli à frente do Santos, mas os números também não deixam a desejar. Em 28 jogos na temporada, o time alvinegro soma 16 vitórias, seis empates e seis derrotas – aproveitamento de 64%. Foram 48 gols marcados (média de 1,7 por jogo) e 22 sofridos (0,78).