Bicampeão com o SP, Leandro Guerreiro culpa gestão por jejum tricolor: ‘É duro mudar toda hora’

  • 29/11/2018 17h07
ReproduçãoLeandro "Guerreiro" foi campeão brasileiro com o São Paulo em 2006 e 2007

Seis anos. Este é o período de seca do São Paulo – em Campeonatos Brasileiros, o jejum sobe para uma década. A ausência de títulos tem incomodado não só a torcida, como, também, alguns jogadores históricos do clube tricolor. Entre eles, Leandro Lessa Azevedo. Mais conhecido como Leandro “Guerreiro”, o ex-atacante, bicampeão brasileiro com a camisa são-paulina, não consegue esconder a tristeza ao falar do atual momento do clube no qual foi tão feliz.

Em entrevista exclusiva ao repórter Daniel Lian, da Rádio Jovem Pan, Leandro abriu o coração. Lamentou a má fase do São Paulo e apontou a falta de gestão como a principal culpada pela seca dos últimos anos. Segundo o ex-jogador, o clube precisa seguir dois passos para voltar a brigar por títulos.

“O primeiro deles é colocar um treinador no qual você acredita e que vai ter tempo para trabalhar”, afirmou Leandro. “É muito duro mudar toda hora, ver o São Paulo, de uns anos para cá, sempre trocando… É impossível dar continuidade a um trabalho quando, a toda hora, tem mudança”, acrescentou. “E o segundo passo é montar um elenco em que o time reserva seja bom o suficiente para ganhar jogos. Só assim você tem condição de ser campeão”, complementou.

De acordo com Leandro, a falta de bons reservas prejudicou a campanha são-paulina no Campeonato Brasileiro de 2018. O time chegou a ocupar a liderança da competição nacional, mas teve um returno terrível e, agora, briga “apenas” por um lugar no G-4. Não coincidentemente, o desempenho tricolor ruiu a partir das lesões de Everton e Rojas e da saída de Éder Militão.

“O São Paulo, em muitas rodadas, ficou sem os seus principais jogadores, e isso pesou bastante. Você vê Palmeiras, Flamengo, Grêmio… Esses times tinham jogadores de qualidade de sobra, não deixaram o nível cair em nenhum momento. O São Paulo tem um elenco um pouco mais reduzido, tanto que acabou optando muitas vezes pelos jogadores de base. Faltou um pouco mais de elenco, de jogadores com um nível um pouco maior para poder ajudar”, analisou.

A aposta em André Jardine como técnico para 2019 agrada ao ex-atacante, mas desde que a mentalidade da diretoria mude. “O Jardine é uma boa pessoa, um bom profissional… Mas, para poder emplacar, ele vai precisar de ferramentas. E eu vejo, hoje, o São Paulo precisando de muitas ferramentas para que um treinador possa ter tranquilidade para trabalhar. Senão, vai iniciar o ano pressionado, o que é muito ruim para um cara formado em casa”, finalizou.

A entrevista exclusiva de Leandro “Guerreiro” a Daniel Lian vai ao ar, na íntegra, no próximo Plantão de Domingo, na Rádio Jovem Pan. Fique ligado!