Sou Messiânico, mas me converti ao Cristianismo Ronaldista

  • Por Mauro Beting/Jovem Pan
  • 03/04/2018 18h54
Real Madrid/DivulgaçãoCristiano Ronaldo marcou um golaço de bicicleta na primeira partida contra a Juventus

Eu poderia escrever que ele marcou 9 gols em 11 chutes nos confrontos contra o maior goleiro do mundo desde 1863. Mas bastaria a bicicleta que deu aos 17 minutos de Juventus 0 x 3 Real Madrid, quando anotou o segundo gol merengue, vencendo Buffon.

Mas eu queria também dizer que esse gol só nasceu depois de lambança de Chiellini, dos melhores zagueiros do mundo, dos mais entrosados com Buffon. Quando o becão da Juve tocou uma bola que seria do goleiraço só porque sentiu o tropel de Cristiano atrás dele.

Se Chiellini temeu e tremeu só pela chegada de Cristiano, mais não seria preciso escrever.

Mas CR7 ainda passou por Buffon e, sem ângulo (se é que para ele existe ângulo sem chance), Cristiano rolou para Lucas Vázquez bater e Buffon se recuperar com grande defesa.

Mas tinha mais!

Carvajal pegou a bola perdida e cruzou para a área. De chilena como se diz na Espanha, de bicicleta no Brasil, de Ronaldo como se diz Cristiano, ele subiu numa altura absurda, deu uma bike absurda quase arrancando a cabeça de De Sciglio, e jogou no contrapé do absurdo Buffon.

Quando a bola entrou na meta e na história, Barzagli só meneou a cabeça. Segundos antes do Allianz de Turim irromper em aplausos.

Você pode não gostar de Cristiano. Do Real Madrid. Do craque português. Da Champions. Mas quem ama o futebol e o espetáculo como o torcedor de Turim tem de fazer o que foi feito pela torcida bianconera. Ela também digna de aplausos.

Era para bater palmas mesmo sabendo que não vai dar mais depois. Ainda mais sem Dybala.

Sou Messiânico. Mas não teve como não se converter ao Cristianismo Ronaldista.

Sou politeísta. E não tem como ser ateísta com esses deuses dos campos.

Gente que ajuda a superar essa intolerância e ignorância dos nossos tempos e campos.