Osorio será o 13ª estrangeiro a treinar o São Paulo; relembre os predecessores

  • Por Jovem Pan
  • 26/05/2015 18h09
Bèla Guttmann

O São Paulo finalmente encontrou um substituto para Muricy Ramalho no cargo de treinador, ocupado por Milton Cruz provisoriamente. Juan Pablo Osorio, do Atlético Nacional-COL, será o primeiro colombiano a treinar o Tricolor Paulista, mas está longe de ser o primeiro estrangeiro.

Antes de Osorio, outros 12 técnicos de fora, a maioria argentinos e uruguaios, passaram pela função. O primeiro, entretanto, foi o húngaro Eugênio Medgyessy. Veja a lista completa.

Eugênio Medgyessy, húngaro

O primeiro estrangeiro a treinar o São Paulo, após passar por diversos clubes brasileiros como Botafogo, Fluminense, Atlético-MG e Palestra Itália. Sua passagem não rendeu troféus ao Tricolor.

Ignác Amsel, húngaro

Outro húngaro a dirigir o Tricolor no começo do século, mais especificamente em 1939. Saiu sem conquistar títulos.

Ramón Platero, uruguaio

Sua passagem no São Paulo em 1940 não rendeu títulos, diferentemente de quando treinou times cariocas. Foi campeão por Flamengo, Fluminense e Vasco.

Conrado Ross, uruguaio

Treinou, no Brasil, Palmeiras, Guarani e América-SP, além do São Paulo. Pelo Tricolor, sua passagem foi curta e sem sucesso, por sete rodadas do Campeonato Paulista de 1943. Foi demitido pelos maus resultados e o time acabou campeão.

Joreca, português

Jorge Gomes Lima está na história por ser o único estrangeiro, junto com o argentino Filpo Núñez, a treinar a Seleção Brasileira. Pelo Tricolor foi tricampeão paulista: em 1943, 1945 e 1946. Vendeu 109 dos 166 jogos que disputou.

Jim López, argentino

Só na cidade de São Paulo, dirigiu Palmeiras, Portuguesa e o próprio São Paulo. Pelo Tricolor, o argentino teve duas passagens, de 1953 a 1954 e em 1965, mas conquistou apenas o Campeonato Paulista de 1953.

Béla Guttmann, húngaro

Ficou conhecido por dirigir o Benfica bicampeão da Liga dos Campeões em 1961 e 1962 e por ter revelado o craque Eusébio. No São Paulo, diferentemente de seus compatriotas, conseguiu um título: foi campeão paulista em 1957.

Armando Renganeschi, argentino

O argentino naturalizado brasileiro substituiu, no São Paulo, outro estrangeiro – o húngaro Béla Guttmann. Se o seu antecessor foi campeão paulista em 1957, Renganeschi ficou com o vice em 1958 e foi demitido no ano seguinte.

José Poy, argentino

Enre 1964 e 1983, o argentino teve cinco passagens pelo São Paulo como técnico após defender a meta do clube por 14 anos. Dentro de campo conquistou quatro vezes o Campeonato Paulista. Como “professor”, apenas uma, em 1975.

Pablo Forlán, uruguaio

O ídolo são-paulino como lateral-direito não teve o mesmo sucesso como treinador. Em 1990, fez uma campanha muito fraca no Campeonato Paulista, no famoso e polêmico torneio em que o clube teria sido rebaixado à segunda divisão do estadual.

Darío Pereyra, uruguaio

Outro ídolo como jogador que não teve a mesma felicidade no comando do time. Assumiu como interino em 1997 no lugar de Muricy Ramalho, foi efetivado no cargo e, apesar do vice-campeonato no Paulista de 1997, não resistiu às más campanhas no Rio-São Paulo do mesmo ano e no Brasileiro no seguinte.

Roberto Rojas, chileno

O ex-goleiro chileno treinou o São Paulo, último time que defendeu na carreira como jogador, em 2003. Substituiu o hoje palmeirense Oswaldo de Oliveira e fez boa campanha no Campeonato Brasileiro, levando o Tricolor à Libertadores de 2004.