Interesse pela NBA sobe 17%; público feminino cresce 3%

  • Por Renato Barcellos/Jovem Pan
  • 14/06/2018 10h46
(Wander Roberto / Inovafoto)21,1 milhões de pessoas se declararam fãs do basquete norte-americano

Que a NBA cresce a cada temporada no Brasil não é novidade. A novidade é o interesse dos brasileiros pelo maior campeonato de basquete do Mundo, que aumentou 17% entre 2016 e 2017. Segundo dados do Sponsorlink, pesquisa IBOPE Repucom sobre hábitos e comportamento dos fãs de esportes, 21,1 milhões de pessoas se declararam fãs do basquete norte-americano.

De acordo com José Colagrossi, diretor executivo do IBOPE Repucom, o retorno da liga dado aos patrocinadores alavanca essa crescente. “A NBA é um torneio de alto rendimento, sobretudo para os patrocinadores e parceiros do torneio. Prova disso é que mais de 80% dos fãs da NBA lembram de alguma marca quando pensam em basquete e para 89% deles não há melhor forma de entretenimento no esporte do que os jogos da NBA”, disse diretor.

O diretor executivo também destaca as transmissões e digitalização do esporte como motivos do progresso. “Fatores como o aumento da oferta de canais transmitindo o torneio e a intensa digitalização do esporte dos últimos anos ampliam cada vez mais o alcance das ativações dos patrocinadores e a popularidade entre os brasileiros”, frisou Colagrossi.

Já para Arnon de Mello, Vice-Presidente da NBA para a América Latina, a consolidação do escritório na NBA na América Latina aproximou a liga dos fãs. “Desde de 2012, estamos trazendo eventos, criando oportunidades, expandindo a oferta de partidas na TV, firmando parcerias, isso impactou positivamente no aumento de fãs e, claro, incluindo mulheres e crianças também. Temos uma conexão muito forte com a moda, com o lifestyle, com a música, com o dia a dia, e essa uma identidade ‘diversificada’ faz com que a NBA abrace todos os públicos”, disse Mello em entrevista exclusiva à reportagem da Jovem Pan.

O perfil médio dos que consomem a NBA é dominantemente formado por jovens, do gênero masculino, com renda intermediária e residentes das regiões nordeste e sudeste. É possível notar também uma variação de crescimento de 8% entre o público feminino. Comparando a onda atual com 2016, o interesse registrado entre as mulheres subiu de 39% para 42%. Os fãs da região sudeste também tiveram uma significante ascensão de 11% no mesmo período.

Arnon de Mellio revelou estar contente com o aumento do público feminino. “Falando especificamente do público feminino, temos visto um engajamento cada vez maior, as mulheres estão não apenas presentes, mas estão entendendo, acompanhando e falando de NBA e estamos muito felizes em ver isso”, anunciou o Vice-Presidente.

Outro ponto importante da pesquisa é em relação à fidelidade do público. 81% dos entrevistados disseram acompanhar os jogos da temporada regular, e não apenas os playoffs. Apesar de realizarem a quarta final consecutiva, Cleveland Cavaliers e Golden State Warriors são, apenas, o terceiro e quarto lugar com 13% e 12%, respectivamente, na preferência dos fãs do esporte. Quem lidera, com folga, essa lista é o Chicago Bulls com 29% e o Los Angeles Lakers com 16%.

“Bulls e Lakers são marcas muito fortes, que construíram uma base de fãs enorme pelo mundo a partir de ídolos e títulos nas décadas de 80 e 90, principalmente. Aqui no Brasil não é diferente, em especial porque foi o período de entrada da liga na TV. Isso tem muito a ver com a identificação com os fãs. O Chicago é uma franquia com apelo muito grande, atravessando gerações, assim como Pistons e Celtics, se pensarmos na grandeza delas considerando as conquistas. Ultimamente com Warriors e Cavaliers, pelos desempenhos, títulos e ídolos, com LeBron, Curry, Durant, isso também vem acontecendo”, explicou Mello.

É inegável que os dois times marcas muito fortes. Ambos construíram uma base de fãs a partir de ídolos dos anos 80 e 90, como Michael Jordan, Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar. “Aqui no Brasil não é diferente, em especial porque foi o período de entrada da liga na TV. Isso tem muito a ver com a identificação com os fãs”, afirma Mello.

Na visão do executivo da NBA, se falarmos somente do Chicago Bulls, por exemplo, podemos afirmar que o time é uma franquia que atravessa gerações, independente do momento que vivem dentro de quadra, assim como Pistons e Celtics. “Há espaço para todos, somos 30 franquias, cada uma com seu apelo”, explica Mello. “Acompanhamos de perto as ‘preferências’ do nosso público por meio de pesquisas e todas essas informações são fundamentais para que possamos trabalhar em cima de um planejamento local”.

Recentemente, a NBA revelou a inauguração da primeira loja oficial em São Paulo. Na onda, o vice-presidente promete se aproximar mais dos brasileiros. “Queremos estar cada vez mais próximo do público, não apenas daqueles que já são fãs, mas também daqueles que gostam de esportes, gostam de basquete, ou que simplesmente se identificam com a marca, com lifestyle, que tenham conexão ou estejam buscando conexão com a NBA.

Arnon de Mello também destacou o bom momento que a NBA passa no Brasil. “Estamos num momento muito maduro da liga no país, com um número muito forte de transmissões, trazendo eventos, firmando parcerias, conseguindo criar oportunidades e oferecendo experiências que são pensadas nos mínimos detalhes para o público. Na última semana, promovemos a ‘NBA Finals 2018’, uma casa temática onde recebemos mais de 10 mil visitantes, atletas, fãs, parceiros, famílias, enfim, recebemos e abraçamos a todos em um evento que tinha como principal objetivo celebrar as finais, o ápice da nossa temporada ”, finalizou.