Lewis Hamilton começa disputa para ser o 2º maior campeão da Fórmula 1

  • Por Jovem Pan
  • 14/03/2019 08h47
EFE/Andreu DalmauHamilton já venceu 5 títulos mundiais de Fórmula 1

A Fórmula 1 vai começar nesta quinta-feira (14) com grandes expectativas sobre Lewis Hamilton. Afinal ele é um dos favoritos ao título e, se vencer, vai virar o 2º maior campeão da história da categoria, com 6 mundiais na carreira. A caminhada para isso vai iniciar oficialmente no primeiro treino livre do GP da Austrália, que será às 22h (de Brasília).

O inglês da Mercedes tentará ser hexacampeão e se aproximar do recorde de títulos do alemão Michael Schumacher, que venceu 7 vezes. A nova taça faria o inglês superar ainda a lenda argentina Juan Manuel Fangio, campeão na década de 1950, e se isolar como o segundo maior piloto de todos os tempos em números de campeonatos. As conquistas recentes do inglês lhe fizeram superar nomes como Ayrton Senna, Niki Lauda, Vettel e Alain Prost. Agora, ele busca outros objetivos.

Hamilton continua como favorito em 2019 por estar no cockpit de uma equipe vencedora. Desde a radical mudança no regulamento da Fórmula 1 em 2014, com a adoção dos motores turbo, a Mercedes dominou a categoria, ao ganhar todos os campeonatos de construtores e de pilotos desde então. O inglês mostrou uma regularidade impressionante nesse cinco últimos anos, ao vencer pelo menos nove vezes em cada temporada.

As vitórias, aliás, são um outro ingrediente para Hamilton buscar o posto de segundo maior da história. No ranking dos cerca de mil pilotos que participaram da Fórmula 1 desde 1950, o inglês perde somente para o alemão Michael Schumacher na lista de quem mais ganhou corridas. O placar de agora é 91 a 73. Dificilmente a diferença acaba neste ano, mas, com 34 anos e uma motivação enorme por competir, Hamilton tem grandes chances de em breve se tornar o maior piloto da história da categoria.

O contrato de Hamilton com a escuderia alemã vai até o fim de 2020. O piloto mais bem pago da Fórmula 1 recebe por ano da Mercedes de cerca de R$ 200 milhões, segundo informações do jornal The Guardian, porém conta ainda com outros pagamentos vindo de patrocinadores e eventos que alcançam outros R$ 30 milhões anuais.

“Não tenho planos de superar Schumacher. Apenas quero viver um dia de cada vez. Sou agradecido pelo momento que estou vivendo, pelo que conquistei. Tem muitas diferentes razões que me mantêm na Fórmula 1. Eu acho que naturalmente sou competitivo, é meu DNA”, afirmou o piloto, em um recado claro de que o hexacampeonato está no seu horizonte.

Novidades

O 70º campeonato de Fórmula 1 também traz como novidade as presenças de brasileiros como pilotos reservas. Pietro Fittipaldi (Haas) e Sérgio Sette Camara (McLaren) tentam neste ano se prepararem e mostrarem serviço para se candidatarem ao posto de titulares. A longa temporada terá 21 etapas e só vai terminar em dezembro, no GP de Abu Dabi.

A principal novidade no regulamento será na pontuação. Depois de 60 anos, está de volta ao regulamento dar um ponto extra para quem fizer a volta mais rápida de cada corrida. Isso apenas vai valer se o dono da marca estiver entre os dez primeiros colocados. Apesar de parecer uma diferença pequena, esse regulamento teria coroado outros campeões do mundo em 2007 e 2008 caso estivesse em vigor.