Medalhista olímpica, Poliana Okimoto diz que ‘meninas querem conquistar seu espaço’

A nadadora destacou o papel feminino no esporte

  • Por Marina Ogawa/Jovem Pan
  • 23/04/2019 13h09
Reprodução/Flickr/Poliana OkimotoBronze na Olimpíada Rio 2016, ela disse esperar que a conquista seja uma abertura de portas para a nova geração

Única medalhista olímpica brasileira em esportes aquáticos, a ex-nadadora de maratonas Poliana Okimoto negou que se sinta uma “heroína” por conta de seu feito inédito para o esporte.

Bronze na Olimpíada Rio 2016, ela disse esperar que a conquista seja uma abertura de portas para a nova geração da natação feminina. “Não me considero heroína, mas dedicada e disciplinada e que sempre foi à luta com muito trabalho, e foi desta forma que conquistei tudo na minha vida. A gente consegue realizar sonhos com trabalho”, disse.

À Jovem Pan, Poliana negou que as mulheres pensem em abandonar o esporte antes dos homens e destacou a vontade de estar sempre à frente.

“As meninas querem conquistar o seu espaço. Muitas meninas pensam em ser mães depois, em deixar de estudar, os meninos também”, defendeu. Ela, entretanto, ponderou que “falta competitividade” na natação feminina, mas que as mulheres estão treinando cada vez mais e estão ainda mais fortes.

“A gente treina tanto, se dedica muito, desde pequena”, afirmou. Sobre as reclamações de falta de incentivo da CBDA e do Comitê Olímpico Brasileiro, foi categórica: “as meninas têm que brigar por isso e os técnicos também”.

Poliana Okimoto esteve presente – e foi homenageada – em evento realizado na capital paulista, no Esporte Clube Pinheiros, nesta terça-feira (23), que lançou um novo pódio que reflete, de forma justa, os resultados da natação.