Brasil integra frente da OEA em defesa de direitos LGBTI, diz Itamaraty

  • Por Estadão Conteúdo
  • 16/06/2016 13h47
TAI01 BANGKOK (TAI), 13/06/2016.- Un hombre enciende una vela en memoria de las victimas del ataque en la discoteca gay en Orlando ayer, en las puertas de la Embajada estadounidense en Bangkok, Tailandia, hoy 13 de junio de 2016. Las autoridades de Orlando revelaron hoy los nombres de 15 de las al menos 50 víctimas mortales del ataque, mientras el grupo terrorista Estado Islámico reivindicó hoy de nuevo la matanza y calificó a su autor, Omar Mateen, como un soldado del califato. EFE/DIEGO AZUBELBoate Orlando

O Brasil integra uma frente da Organização dos Estados Americanos (OEA) de defesa dos direitos das pessoas LGBTI, informou, nesta quinta-feira (16), o Itamaraty. A iniciativa foi aprovada, na noite de quarta-feira (15), em sequência ao ataque a uma boate gay, ocorrida em Orlando (EUA), no último domingo (12), no qual foram mortas 50 pessoas e feridas outras 53.

Também participam da frente: Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México e Uruguai. Na declaração que formalizou o grupo, os países signatários pedem que “o trágico atentado em Orlando sublinhe a urgência e o imperativo do trabalho conjunto pela prevenção da discriminação, da violência e do ódio contra pessoas LGBTI ou qualquer outro grupo historicamente marginalizado” .

A proposta é que a frente apoie os esforços da OEA para assegurar que as pessoas possam viver livres da violência e da discriminação com base na orientação sexual, identidade ou expressão de gênero. Esse apoio pode se traduzir também em colaboração com organizações da sociedade civil para promover os direitos das pessoas LGBTI.

A iniciativa tem por base um relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, divulgado em 2015, segundo o qual as pessoas LGBTI são sujeitas à violência e discriminação “que são uma clara violação a seus direitos humanos, tal e como o reconhecem os instrumentos interamericanos e internacionais sobre o tema”, complementando, “o Brasil tem participado ativamente nos diversos fóruns multilaterais, das discussões para a promoção e proteção dos direitos das pessoas LGBTI e faz parte da frente de países sobre esse mesmo tema no âmbito do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, e da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York”, diz a nota, divulgada pelo ministério.