‘A gente está tentando fazer boa política’, diz candidato do Novo à presidência da Alesp

  • Por Jovem Pan
  • 14/03/2019 18h09
Reprodução/FacebookDaniel José tem 31 anos e foi eleito pela primeira vez em outubro passado

Candidato à presidência da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o deputado eleito Daniel José (Novo), afirmou nesta quinta-feira (14) que não vai desistir da disputa, marcada para a tarde de sexta (15). Em entrevista ao Jovem Pan Agora, ele disse que está fazendo campanha de forma contrária ao “toma lá, da cá”.

“O que a gente está tentando fazer nessa eleição da Alesp é a boa política. A gente tem uma série de propostas que a gente gostaria que fossem implementadas a partir deste ano e tem conversado com cada um dos deputados pessoalmente para apresentar aquilo que tem a oferecer”, disse o futuro parlamentar. “É um pouco do que a política deveria ser e não essa coisa do ‘olha, se você me apoiar, eu te ofereço esse cargo’.”

Para Daniel, o importante é conseguir apoio para “aumentar a transparência, fazer com que a Assembleia seja mais eficiente e independente do Poder Executivo”. A relação entre governador e deputados foi criticada por ele. Candidato do PSDB – partido de João Doria – Cauê Macris é favorito a reeleição. “A Assembleia está nas mãos do governo há 20 anos.”

‘Novo não vai abrir mão’

A disputa presidencial do legislativo paulista tem Cauê Macris, Janaína Paschoal e Daniel José como os três principais candidatos, apesar de apoio maciço ao tucano. Questionado sobre uma possível desistência ou apoio à deputada do PSL, Daniel foi claro: “A bancada do Novo não abrir mão. É uma estratégia para aumentar a chance de a renovação política sair vitoriosa.” A ideia dele é tentar, pelo menos, levar a votação para o segundo turno.

“Para se eleger presidente da Casa, é preciso 48 votos. O feedback que eu tenho recebido é que tem sido muito bacana e será discutido internamente [por deputados com os partidos]. Estamos tentando apoio para conseguir segundo turno”, comentou, antes de criticar a atuação dos futuros colegas, que “gastam uma quantidade enorme de dinheiro do pagador de impostos” sem mostrar “o que fazem” nem dar “resultados”.

Para Daniel, o orçamento bilionário da Alesp é um ponto negativo que deve ser alterado. “Não precisa. É um orçamento gigantesco, até porque a abrangência da competência de um deputado estadual é muito limitada. Tem muita coisa que dá pra mudar. O número de funcionários no administrativo [por exemplo] é um negócio impressionante.”

‘Janaína tem rejeição muito grande’

O futuro parlamentar não deixou de cutucar a concorrente Janaína Paschoal, que pode polarizar uma disputa posição em eventual segundo turno. “Janína é mais combativa, com menos diálogo, ativando a militância online para pressionar candidatos. A gente quer combater [por meio do diálogo] essa forma antiga de se fazer política”, destacou.

De acordo com ele, faltou diálogo para ela e sobrou para ele na campanha. Ao se apresentar para futuros colegas da Alesp, e expor ideias de melhora no sistema interno de trabalho, ele disse ter ouvido que muitos não voltariam nela de jeito nenhum. “A Janaína tem rejeição muito grande. Se perder, vai perder por ela mesma. Se ela tivesse feito diálogo, estaria em situação muito mais competitiva.”

Daniel José ainda afirmou que rejeita um agrupamento entre Novo e PSL já no primeiro turno da disputa. “A gente se unindo a ela de maneira nenhuma ajuda a garantir qualquer tipo de eleição. A gente tem que buscar formas diferentes de conseguir votos. Ela já criou uma resistência”, falou. “Quem apoia Cauê Macris jamais votaria nela.”