‘A punição tem sido exemplar’, diz Ricardo Salles sobre medidas contra a Vale após Brumadinho

  • Por Jovem Pan
  • 04/02/2019 15h06
Jovem PanRicardo Salles, ministro do Meio Ambiente, foi o convidado do Pânico desta segunda-feira (4)

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, classificou como crime ambiental o desastre em Brumadinho (MG), que já deixou pelo menos 134 mortos. “Não há dúvida de que é um crime ambiental. É uma tragédia sob todos os aspectos”, disse em entrevista ao Pânico nesta segunda-feira (4).

Salles afirmou que a Vale, empresa dona da barragem que rompeu em 25 de janeiro, será responsabilizada pelo crime. “Quem tem que ser punida rigorosamente é a empresa responsável pelo rompimento da barragem e por não tomar as medidas de proteção”, argumentou o ministro, criticando o fato da empresa ter colocado escritórios e um refeitório no caminho da lama.

Para ele, a punição imposta à companhia tem sido boa. “A punição tem sido exemplar até agora”, disse Salles. “Naquilo que coube ao governo fazer, foi feito de maneira incisiva, diferente do que aconteceu em Mariana”, ressaltou, comparando a tragédia em Brumadinho com o desastre em Mariana, em 2015.

Mariana

Ainda comparando os dois casos, Ricardo Salles enfatizou a diferença da resposta do governo Bolsonaro a Brumadinho e a do governo Dilma a Mariana. “A presidente demorou três dias para se pronunciar, uma semana para ir até Mariana”, lembrou, reforçando que ele e o presidente Jair Bolsonaro estiveram em Brumadinho no dia seguinte ao rompimento da barragem.

Por essas diferenças, ele acredita que os responsáveis pela tragédia em Brumadinho serão punidos e as vítimas amparadas, diferente do que aconteceu em Mariana. “Em relação a Mariana, criou-se um grupo enorme de ONGs em que todos dão palpite sobre tudo o tempo todo. Você caminha muito pouco”, explicou.

Ricardo Salles prometeu que o governo ficará atento aos desdobramentos do caso. “Não vai transcorrer em silêncio essa situação. A própria multa [aplicada pelo Ibama] vai ser cobrada duramente por nós”, afirmou.