Três milhões vão participar de blocos de rua em SP, RJ, MG e PE pela primeira vez

Rio de Janeiro, Belo Horizonte e o polo Recife/Olinda, em Pernambuco são tradicionalmente conhecidos pelos blocos de rua e os consecutivos dias – ou semanas – de folia no Carnaval.

  • Por Jovem Pan
  • 01/03/2019 19h01
DivulgaçãoBloco da Muda, já tradicional em São Paulo, se preparando para a folia

Rio de Janeiro, Belo Horizonte e o polo Recife/Olinda, em Pernambuco são tradicionalmente conhecidos pelos blocos de rua e os consecutivos dias – ou semanas – de folia no Carnaval. Nos últimos anos, a cidade e a população de São Paulo também aderiu aos bloquinhos com força total. Segundo a prefeitura da capital paulista, só em 2019, 570 blocos vão se apresentar em diversas regiões da cidade, um aumento de 137 blocos em relação ao ano anterior. A expectativa é que a festa desse ano também bata recordes de foliões na rua.

Com as maiores cidades do Brasil mobilizadas e um visível aumento da brincadeira de rua no Carnaval, a empresa de Tecnologia e Big Data alexandria.ai realizou uma pesquisa com 1250 foliões do Rio de Jeneiro, Belo Horizonte, Recife, Olinda e São Paulo para entender como funciona o Carnaval de rua nos principais polos do país. A novidade é que a pesquisa constatou que, este ano, quase três milhões de carnavalescos irão brincar nos blocos de rua pela primeira vez.

Segundo a pesquisa, 13% dos respondentes irão estrear na folia. Para 53% deles o principal motivador é a curiosidade: sempre desejaram saber como era o Carnaval de rua. O percentual de novatos fica ainda maior entre os mais novos (18 a 24 anos = 65%) e os mais velhos (35+ = 56%). Os que não irão viajar e decidiram se jogar na folia de rua somam 25% dos entrevistados.

A explosão de São Paulo

Considerando apenas o público de São Paulo, serão 2,3 milhões de pessoas que irão brincar nas ruas pela primeira vez, o que representa 19% dos entrevistados. Outros 19% começaram a ir em 2017 e 12% em 2018. Os dados reforçam a ideia do movimento recente de colocar a capital paulista na rota dos Carnavais de rua.

Segundo Federico Sader, CEO do alexandria.ai, a cidade que mais surpreende na pesquisa é São Paulo. “Desde o ano passado a cidade tem atraído foliões para o seu Carnaval de rua. Em 2018, o percentual de pessoas que declararam que iam pela primeira vez foi de 20%, esse ano, 19%. Enquanto nas outras cidades a maioria (40%) já brincava desde antes de 2014. Esse dado mostra a capital paulista se consolidando como pólo Carnavalesco”.

Incluindo a amostra total da pesquisa, 40% dos respondentes afirmam que participam do Carnaval de rua em sua cidade desde antes de 2014. Em São Paulo, esse percentual é só de 22%.

Segurança

50% dos entrevistados já deram o “start” no Carnaval 2019 por meio dos bloquinhos que saem nas chamadas prévias, e 58% deles acreditam que os blocos de rua deste ano estão melhores do que os do ano passado. Já a segurança divide opiniões: 45% acham que está igual e 46% dizem estar mais seguro. Contudo, essa não é a visão dos cariocas: 61% acreditam que os bloquinhos estão iguais em relação a segurança e apenas 28% afirmam que estão melhores.

Transporte

O meio de transporte que a maioria pretende usar para se locomover durante o feriado é o metrô (49%), seguido por carros de aplicativo (40%) e ônibus (30%). A grande maioria pretende ficar entre 1h e 3h em cada bloquinho, com exceção do público pernambucano: a maioria (37%) revelou que ficará mais de seis horas em cada bloco.

A bebida dos blocos de rua

73% dos foliões apontaram a água como a bebida mais consumida durante os blocos. As bebidas alcoólicas ficam em segundo lugar, com 51%. Os foliões pernambucanos são os que mais consomem bebidas alcoólicas nos bloquinhos: 64%.

Marcas

Bebidas são os produtos que as pessoas mais recordam de terem visto propaganda no período (57%) e também as que tiveram maior influência de compra (66%). Em segundo lugar entre os mais lembrados, estão itens ligados a saúde, como preservativos, medicamentos e DSTs, por exemplo, com 41%; seguido por show e eventos (39%) e transporte (32%). De forma geral, 45% afirmam terem adquirido algum produto ou serviço em função da propaganda que viu.

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