‘Multinacionais podem explorar o Brasil, mas garimpeiros não podem trabalhar?’, questiona Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 08/08/2019 20h45
Reprodução/FacebookAo lado de indígenas, presidente voltou a defender a legalização do garimpo

O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar, nesta quinta-feira (8), que pretende “legalizar o garimpo” no Brasil, incluindo permitir a exploração do trabalho em terras indígenas. “Porque as multinacionais podem explorar o Brasil e um pobre garimpeiro não pode exercer a atividade?”, questionou.

Segundo ele, a intenção é que se criem regras para que as pessoas que já exercem o garimpo possam continuar a fazê-lo, mas de forma legal. “Quero que o garimpeiro tenha dignidade e que, com algumas informações, possamos preservar o meio ambiente”, declarou.

Bolsonaro criticou novamente as pessoas que são contra o garimpo em terras indígenas. Para reiterar sua opinião, convidou três indígenas a participar da transmissão ao vivo, feita nas suas redes sociais. Eles se mostraram favoráveis à legalização e afirmaram que “não há a possibilidade de viverem como viviam os seus ancestrais”, pois “suas demandas e necessidades são outras”.

‘Não tenho aversão a estrangeiros, só não os quero ilegais’

Além disso, o presidente também retomou o assunto sobre a portaria 666, editada pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, que permite a deportação sumária ou impedimento de ingresso de estrangeiros no Brasil. Bolsonaro disse que “não tem aversão a estrangeiros”, mas que “não os quer de forma ilegal no Brasil”.

“O ministro Moro editou uma portaria para ter mais facilidade de mandar os estrangeiros ilegais embora. Não tem nada a ver com aquele jornalista [Gleen Greenwald]. Só devíamos ter leis mais rígidas para proteger o nosso país”, explicou.

Decisão permite antecipação do pagamento do 13º do INSS

Bolsonaro citou ainda a decisão anunciada pelo governo federal nesta segunda-feira (5) de antecipação do pagamento da primeira parcela do abono anual do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Metade do valor do abono – conhecido como o 13º de aposentados e pensionistas – será pago entre os cinco últimos dias úteis de agosto e os cinco primeiros dias úteis de setembro, acompanhando as datas do calendário de pagamento dos benefícios do mês.

“Agora, todo o mês de agosto o aposentado vai saber que a primeira parcela da antecipação do 13º estará no banco. Isso dá previsibilidade ao pensionista, além de injetar um pouco mais cedo alguns bilhões no mercado”, afirmou. A projeção é que a medida representará uma injeção de R$ 21,9 bilhões na economia no terceiro trimestre.