Bolsonaro: ‘Contamos com o apoio dos EUA para libertar venezuelanos’

  • Por Jovem Pan
  • 18/03/2019 19h52 - Atualizado em 19/03/2019 14h29
Alan Santos/PRO presidente Jair Bolsonaro discursou na U.S. Chamber of Commerce nesta segunda-feira (18)

O presidente Jair Bolsonaro discursou na U.S. Chamber of Commerce, em Washington, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (18), e disse confiar na capacidade econômica e bélica dos americanos para “resolver a questão da Venezuela”. “Temos que resolver a questão da Venezuela. Aquele povo tem que ser libertado e contamos com o apoio dos Estados Unidos”, declarou.

Bolsonaro indicou que a Venezuela foi um exemplo do mal que a esquerda pode fazer e que isso contribuiu para a sua eleição, em outubro do ano passado. “O povo brasileiro não aceitava mais o crescimento da esquerda e o exemplo negativo da Venezuela se fez presente”, explicou. Ele também comparou brasileiros e americanos, afirmando que ambos os povos são “conservadores, tementes a Deus e cristãos”.

O capitão reformado disse que o Brasil agora tem um presidente amigo dos Estados Unidos, ao contrário do que aconteceu durante o governo do PT. “O governo era anti-americano, mas não culpo apenas eles. Era tradição no brasil eleger presidentes de mãos dadas com a corrupção e inimigos dos Estados Unidos. O Brasil tem um presidente amigo dos Estados Unidos e que admira esse país maravilhoso”, declarou. Ele ainda afirmou ter sido inspirado pelo povo americano em boa parte das decisões que tomou e revelou ser fã de Ronald Reagan, presidente dos EUA entre 1981 e 1989.

Comparação com Trump

Nesta terça-feira (19), Jair Bolsonaro irá se encontrar com o presidente americano, Donald Trump. Ele antecipou que vai dizer a Trump que também sofreu com as fake news. “Conheci Trump nas prévias e quando ele começou a sofrer ataques da mídia. Eu sofria dois anos antes no Brasil”, afirmou Bolsonaro. Ele disse ter sido eleito lutando contra notícias falsas e com boa parte da mídia contra sua candidatura.

Ainda no encontro, o presidente pretende “estender a mão” aos Estados Unidos. “O Brasil tem potencial enorme. Precisamos de bons parceiros e estou estendendo minha mão para um parceiro importante”, disse. “O Brasil mudou e nós estamos prontos para ouvi-los para chegar a um bom entendimento de modo que as políticas tragam paz e prosperidade para o Brasil e os Estados Unidos”, afirmou.