Bolsonaro diz que ‘está quase certa a entrada do Brasil na OCDE daqui dois ou três anos’

  • Por Jovem Pan
  • 23/05/2019 21h06
Reprodução/FacebookAo lado de Onyx Lorenzoni, Bolsonaro também comentou sobre o decreto de armas e a volta do Coaf para a Economia

Em transmissão ao vivo feita na sua página no Facebook na noite desta quinta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro comentou sobre o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Ele repetiu que pediu à Trump, em sua visita a Washington, em março, que “aceitasse o Brasil no grupo e que logo depois ele já começou a trabalhar neste sentido”. De acordo com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que estava presente na live, a estimativa é que o país entre na OCDE daqui dois ou três anos.

Além disso, Bolsonaro afirmou que também solicitou que o país fosse incluído na condição de grande aliado extra da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e assegurou que Trump está auxiliando nisso. “É muito bom porque nos aproxima dos EUA e de outros países que são do nosso interesse fazermos negócio”, declarou.

Onyx concordou que a viagem aos Estados Unidos teve um resultado muito positivo, e disse que o Brasil trabalha desde a década de 90 para entrar na OCDE. Ele citou alguns retornos que o Brasil pode receber ao integrar a organização.

“O país melhora a governança interna, a condição da chegada do investimento internacional… Hoje, o governo Bolsonaro está afinado com o processo de governança preconizado pela OCDE.”

Bolsonaro contou ainda que também pediu apoio ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. “Está quase acertada a nossa entrada”, garantiu.

Decreto de armas

Nesta quarta-feira (22), o Palácio do Planalto divulgou um novo decreto alterando a medida que permite o porte de armas para novas categorias no país. De acordo com Bolsonaro, isso foi feito após começarem a “pipocar ações na Justiça tentando revogar o decreto”.

Ele afirmou que, a partir disso, o governo levantou os pontos em que havia maior incidência de reclamações e, “para não colocar em risco todo o decreto”, estudou, juntamente com outros órgãos, as alterações que poderiam ser feitas. “90% foi preservado e atenuamos algumas coisas”, explicou.

Para Onyx, com o decreto, o governo “está dando o livre direito para a pessoa escolher se quer ou não ter uma arma em casa, mas com condições”. Ambos defenderam a posse e o porte para proprietários rurais e o ministro disse que “uma arma em uma fazenda é como qualquer instrumento, faz parte da vida das pessoas”.

Coaf

Bolsonaro pareceu estar bem tranquilo com a derrota que sofreu na votação da Medida Provisória 870, que determinou o retorno do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Ministério da Economia. Ele defendia que o órgão ficasse no Ministério de Justiça e Segurança Pública, nas mãos de Sergio Moro. No entanto, afirmou que algumas pessoas do seu partido “acham que temos que ganhar todas, mas que nem sempre isso vai acontecer e que não tem problema”.

Reiterou ainda que o parlamento tem legitimidade para mudar essas questões e pediu aos seus colegas do PSL que aprovem o texto no Senado da forma que ele “passou na Câmara”. “Vamos seguir em pautas mais importantes”, concluiu.