Bolsonaro sobre reforma da Previdência: ‘Se eu não fizesse, seria irresponsável’

  • Por Jovem Pan
  • 21/03/2019 19h48
Reprodução/FacebookO presidente Jair Bolsonaro fez uma live nas redes sociais nesta quinta-feira (21)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (21) que estaria sendo “irresponsável” se não tivesse apresentado um projeto de reforma da Previdência. Ele disse que o país precisa da reforma para voltar a crescer. “Eu não gostaria de fazer a reforma da Previdência, mas, se não fizesse, estaria sendo irresponsável”, disse em uma live transmitida em suas redes sociais.

Segundo Bolsonaro, o Brasil corre sérios riscos no futuro caso a reforma não saia. “Se eu não fizer [a reforma], o Brasil vai parar lá em 2020, 2021”, avaliou. Ele disse que a nova Previdência vai dar “uma arrumada muito boa” nas contas públicas.

O presidente ainda explicou que pretende fazer o possível para que a economia flua livremente no país. “É difícil ser empregado no Brasil, também é difícil ser patrão. Mas é mais difícil ainda ser desempregado”, disse.

Bolsonaro defendeu a proposta apresentada nesta terça-feira (20) da reforma da Previdência para militares. Segundo ele, a medida é espelhada em uma Medida Provisória apresentada por Fernando Henrique Cardoso em 2000 que retirava grande parte dos direitos dos militares. “Para fazer uma análise séria do que foi apresentado agora, tem que levar em conta o que aconteceu em 2000”, explicou.

Viagem ao Chile e Temer

Ainda na live, Jair Bolsonaro comentou sobre sua viagem ao Chile. O presidente desembarcou em Santiago nesta quinta-feira e tem agenda com autoridades chilenas, incluindo o presidente Sebastian Piñera. Eles irão discutir a criação da Prosul, uma entidade que busca aproximar os países da América do Sul e com um viés contrário à Unasul.

Da capital chilena, ele comentou a prisão do ex-presidente Michel Temer e voltou a colocar a culpa nos acordos que o emebedista fez em nome da governabilidade. “O presidente oferece Petrobras, BNDES, Banco do Brasil, estatais e ministérios em troca de apoio, aí acontece isso no futuro”, disse.