Ciro é condenado por ofensa a Holiday, que comemora: ‘Recado claro ao tipo de esquerda que usa o ódio’

  • Por Jovem Pan
  • 21/02/2019 20h59
Johnny Drum/Jovem PanHoliday deve receber R$ 58 mil de presidenciável derrotado

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o presidenciável derrotado Ciro Gomes (PDT-CE) a pagar R$ 38 mil em indenização por danos morais ao vereador Fernando Holiday (DEM), de São Paulo, por tê-lo chamado de “capitãozinho do mato”.

Em entrevista à Jovem Pan, no ano passado, Ciro falou: “Imagina, esse Fernando Holiday aqui. O capitãozinho do mato, porque é a pior coisa que tem é um negro que é usado pelo preconceito para estigmatizar, que era o capitão do mato do passado”.

Essa declaração foi dada pelo ex-governador do Ceará quando ele foi questionado sobre uma aliança com o DEM em torno da candidatura presidencial. Depois, o partido de Ciro apoiou o democrata Rodrigo Maia (RJ) ao comando da Câmara dos Deputados.

Integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), alinhado à direita, que é negro, é um conhecido crítico do movimento negros e ações do governo em favor do grupo, como as cotas raciais. O julgamento da ação aconteceu nesta quinta-feira (21).

‘Tudo tem um determinado limite’

O vereador Fernando Holiday comemorou a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e afirmou que “a condenação de Ciro Gomes é importantíssima, não pelo valor financeiro, mas pelo simplismo, de dar em recado muito claro ao tipo de esquerda que usa o ódio como forma de atacar adversários”.

“Com essa condenação, ficou claro que não importa se você é de direita ou de esquerda, tudo tem um determinado limite. Ficou claro que não importa quanto poder você tenha na República, ou dentro de um estado, você ainda está abaixo da lei”, disse.

“O acirramento político já vem acontecendo no nosso País há muito tempo, mas o que nós víamos é que muitas vezes as manifestações de ódio, preconceito e discriminação vindas da esquerda eram simplesmente abafadas, excluídas, como se eles sempre fossem os defensores das minorias, dos bons costumes e dos bons valores.”

Relembre o contexto da declaração