Ciro Gomes indica que poderia apoiar expulsão de Tabata por apoio à reforma da Previdência

  • Por Jovem Pan
  • 11/07/2019 19h32
"Todos os que votaram contra a orientação formal do partido devem pedir pra sair, porque não é o lugar de eles atuarem", disse o ex-governador

O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, indicou nesta quinta (11) que poderia apoiar uma possível expulsão da deputada Tabata Amaral, sua colega de partido, por votar a favor da reforma da Previdência. A parlamentar contrariou o acordo estabelecido pelo PDT que fechava questão contra a pauta, que acabou aprovada no plenário da Câmara.

Em Porto Alegre, Ciro afirmou que a posição de Tabata é um “erro indesculpável” e que, se depender dele, “todos os que votaram contra a orientação formal do partido devem pedir pra sair, porque não é o lugar de eles atuarem”. A declaração foi feita pelo pedetista em uma entrevista à Rádio Guaíba.

Mais tarde, no entanto, Ciro amenizou a fala e disse que está “com desgosto de filha” e que o sentimento “não é bom conselheiro” para as futuras decisões do partido. Segundo ele, a deputada será notificada e o conselho de ética do PDT deverá instaurar um processo para avaliar o caso, o que deve demorar cerca de 60 dias.

Em entrevista à Jovem Pan, o presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que, se a parlamentar resolver mudar de partido neste momento, poderá perder o mandato. “Aí é o direito de cada um. Se sair vai perder o mandato, isso é direito de cada um”, declarou.

A sigla ameaçou expulsar os parlamentares que contrariaram o que foi acordado na convenção nacional realizada em 18 de março, quando fechou questão contra a reforma da Previdência. Além de Tabata, votaram a favor da proposta os deputados Silvia Cristina (RO), Jesus Sérgio (AC), Gil Cutrim (MA), Flávio Nogueira (PI), Alex Santana (BA), Subtenente Gonzaga (MG) e Marlon Santos (RS).

Desde então, Tabata já foi cotada por siglas como o PSL e o Cidadania.