Com paralisações parciais, greve geral segue em vários estados

  • Por Jovem Pan
  • 14/06/2019 12h14
PETER LEONE/O FOTOGRÁFICO/ESTADÃO CONTEÚDOEm São Paulo, paralisação afetou principalmente os usuários do Metrô

A greve geral promovida por centrais sindicais nesta sexta (14) segue em todos os estados e no Distrito Federal com paralisações de diversas categorias. Os movimentos protestam contra a aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso.

Nas grande capitais, os trabalhadores de braços cruzados deixaram de operar principalmente o transporte público. Linhas de ônibus, trens e metrô não funcionaram. Alguns protestos também contaram com repressão da polícia.

Na capital paulista, a Companhia do Metropolitano informou que trechos das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha haviam sido liberados, mas funcionários ainda seguem paralisados. A linha 15-Prata segue totalmente parada.

Administradas pela iniciativa privada, as linhas 4-Amarela e 5-Lilás não aderiram à greve. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também opera normalmente. Às 11h da manhã, a SPTrans, que controla os ônibus da capital, afirmou que já operava com 100% da frota na cidade.

Na região do Aeroporto Internacional de Guarulhos, um grupo de manifestantes tentou bloquear a rodovia que dá acesso ao terminal. A Polícia Rodoviária Federal usou gás de pimenta para dispersar os manifestantes do local.

No Distrito Federal, serviços de transporte e educação pública foram afetados. Apesar de decisões judiciais, os ônibus coletivos não circulam nesta manhã e o metrô, que já estava em greve, segue com a operação padrão, com 75% dos trens funcionando nos horários de pico e apenas 30% nos demais horários.

Em Belo Horizonte, o Sindicato dos Metroviários (SINDIMETRO-MG), também decidiu fechar todas as 19 estações do sistema até o final do dia. A previsão é de que as atividades estejam normalizadas neste sábado. Uma mulher chegou a inalar fumaça de pneus em uma manifestação na cidade e acabou sendo internada em estado greve.

No Rio de Janeiro, uma manifestação interditou a rodovia BR-101, na altura do km 76, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. Cerca de 25 pessoas atearam fogo em objetos. Os policiais liberaram a pista ao trânsito pouco antes das 8 horas, mas houve congestionamento na via. O transporte público funciona normalmente na capital do estado.

No Rio Grande do Sul, um grupo foi preso em flagrante pela Brigada Militar por atear fogo nos trilhos da Trensurb em Sapucaia do Sul na madrugada desta sexta-feira, durante a greve. A assessoria de imprensa confirmou à reportagem que todos são servidores da Trensurb e que “no momento, a empresa está avaliando as medidas cabíveis em relação a esses empregados”.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, disseram que a greve geral contra a reforma da Previdência é um sucesso. “Não é uma greve de motoristas de ônibus, é de todos os trabalhadores e desempregados. Se o governo não desistir dessa proposta injusta da Previdência, vamos fazer uma greve ainda maior”, afirmou Freitas. “Para os trabalhadores, só a luta faz a lei.”

Com Estadão Conteúdo