Compromisso de Rodrigo Maia é fazer ‘oba-oba’ com a esquerda, afirma senador Major Olímpio

  • Por Jovem Pan
  • 14/03/2019 19h04
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDOSenador rebateu comentário de presidente da Câmara sobre massacre em escola

Líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP) rebateu o presidente da Câmara nesta quinta-feira (14) e disse que “o compromisso” de Rodrigo Maia (DEM-RJ) “é fazer ‘oba-oba’ com a esquerda.” O deputado havia comentado – um dia antes (13) – declaração de Olímpio e afirmou que o porte de arma dentro de escolas levaria o país a uma “barbárie”.

Horas depois de dois jovens invadirem uma escola em Suzano (SP), matarem oito pessoas e ferirem uma dezena, o senador havia disse que “se tivesse um cidadão com uma arma regular dentro da escola, professor, servente, policial aposentado trabalhando lá, ele poderia ter minimizado o tamanho da tragédia“. A frase gerou polêmica.

Nesta quinta, Olímpio afirmou que “de jeito nenhum” se arrependeu da declaração. “A população sabe o que estou falando. Rodrigo Maia é desarmamentista, ele tem compromisso com a esquerda, como foi para não pautar a flexibilização do Estatuto do Desarmamento. O compromisso dele é de fazer ‘oba-oba’ com a esquerda.”

‘Picaretagem’

O senador também atacou fortemente o estatuto e os críticos do decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro que flexibilizou as regras para obtenção da posse de arma. Para o parlamentar, apesar do decreto, a legislação continua restritiva e peca por omissão. Quarta, Maia disse que a segurança pública não é responsabilidade do cidadão.

Para Maia, se o Estado não está dando segurança à população, a responsabilidade é do gestor público da área de segurança. “O que eu espero é que alguns não defendam que, se os professores estivessem armados, teriam resolvido o problema. Pelo amor de Deus. Espero que as pessoas pensem um pouquinho primeiro nas vítimas dessa tragédia e depois compreendam que o monopólio da segurança pública é do Estado.”

Nesta quinta-feira, o líder do partido de Bolsonaro chamou de “picaretagem” a política desarmamentista, avaliou que ela “tirou a possibilidade de defesa do cidadão e deu a certeza para o marginal” e criticou Maia. “Conheço a tragédia lá na ponta, não o presidente da Câmara, que desde pequeno estava andando com motorista e carro blindado do pai. Esse sabe o que é a vida? Vai ver o cidadão como está na mão do criminoso.”

Na avaliação do senador, os criminosos respeitam forças iguais ou maiores que as deles. “Não é violência, é força. Para parar uma agressividade daquela natureza só com instrumento que fosse correspondente para isso. O que eu disse que se tivéssemos porte de arma legal e responsável. Porque o porte de arma existe para o criminoso aos milhões.”

*Com informações do Estadão Conteúdo