Empregados da Eletrobras preparam greve para dia 17

  • Por Estadão Conteúdo
  • 12/07/2018 16h22
Agência BrasilAlém da privatização da Eletrobras, os empregados querem lutar contra ilegalidade da participação no lucro

Os sindicatos dos empregados da Eletrobras estão realizando assembleias por todo País para aprovar a realização de uma greve de 24 horas no dia 17 de julho, em protesto contra a privatização da empresa e para pedir a saída do presidente da estatal, Wilson Ferreira Jr. A ameaça de ter que devolver Participações no Lucro e Resultados (PLR) referentes aos anos de 2012 e 2013, no valor de R$ 75 milhões, além de uma possível suspensão do pagamento do PLR deste ano, também está no foco das manifestações.

Segundo o Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal, que aprovou a greve nesta quinta-feira, 12, a categoria fará o alerta no dia 17 e já prepara outra paralisação para outra data próxima ao leilão das distribuidoras da empresa, marcado para 26 de julho. A data da greve ainda está sendo avaliada, segundo a assessoria do sindicato. Nesta sexta-feira, 13, serão realizadas assembleias na sede da Eletrobras e em Furnas, e no dia 16 no Cepel e na Eletronuclear.

Além da privatização da Eletrobras, os empregados querem lutar contra a decisão da Controladoria-Geral da União (CGU) de considerar ilegal o PLR recebidos em 2012 e 2013, quando a Eletrobras teve prejuízo. “O pagamento da PLR seguiu todos os trâmites legais, recebemos a participação por conta dos indicadores operacionais”, disse a dirigente sindical do STIU-DF, Fabiola Antezana, no site do sindicato. Ela informou que o assunto está sendo analisado pela assessoria jurídica da entidade.

A sindicalista alerta ainda para uma possível suspensão do pagamento do PLR referente a 2017, que, segundo ela, teria sido suspenso pelo presidente da Eletrobras até que resolva a questão apontada pela CGU. Procurada, a Eletrobras não soube informar imediatamente se o pagamento do PLR de 2017 foi suspenso.