Ex-marido de brasileira assassinada na Austrália é considerado único beneficiário de herança milionária

  • Por Jovem Pan
  • 07/08/2018 11h05
Divulgação/NSW PoliceCecilia e Felipe se casaram no Brasil e começaram o processo de divórcio, mas nenhum pedido chegou a ser feito na Austrália

O ex-marido da empresária Cecilia Haddad, assassinada em abril deste ano na Austrália, foi considerado pela Justiça do país como único beneficiário da herança da brasileira, estimada em US$ 1,8 milhão (cerca de R$ 6,7 milhões).

De acordo com o jornal local “The Sydney Morning Herald”, Felipe Torres, que mora em Perth, venceu uma batalha na Justiça contra a família de Cecilia.

A defesa da família da empresária, que representa o pai de Cecilia, José Ibrahim Haddad, afirmou à publicação que as partes chegaram em um acordo e o pai reconheceu que sua filha e Felipe estavam casados quando ela morreu.

A batalha na Justiça teve início em junho, quando foi concedido à família de Cecilia o controle para administrar os bens da brasileira assassinada. Mas o ex-marido entrou com um pedido e reivindicou ser o único beneficiário da herança.

Cecilia e Felipe se casaram no Brasil e começaram o processo de divórcio, mas nenhum pedido chegou a ser feito na Austrália.

A morte de Cecilia

A empresária foi encontrada por remadores em um rio de Sidney no dia 29 de abril. O ex-namorado de Cecilia, Mário Marcelo Santoro foi preso no mês passado em sua casa, no Rio de Janeiro. Ele é o principal suspeito de ter cometido o crime.

Santoro voltou ao Brasil no mesmo fim de semana em que o corpo de Cecilia foi encontrado.

Ela tinha 38 anos e vivia na Austrália desde maio de 2007. Foi gerente de operações da mineradora anglo-australiana BHP, sócia da empresa brasileira Vale no empreendimento Samarco.

Enquanto morava no Estado de Western Austrália, Cecilia exerceu várias funções na BHP. Em abril de 2016, mudou-se para Sydney e trabalhou como chefe de planejamento de operações para a empresa de fretes Pacific National. Em julho de 2017, fundou a empresa CHC, oferecendo consultoria em eficiência e produtividade.

No Brasil, Cecilia havia trabalhado nos escritórios da Vale no Rio em 2006 como analista de compras e na empresa de engenharia Promon. Fluente em espanhol e inglês, era formada em logística de engenharia industrial pela Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-RJ) e em gerência de sistemas de carga pela Universidade da Tasmânia.