Governo de SP distribui R$35 mi para ações ambientais; ‘recurso é democrático’, defende secretário

  • Por Jovem Pan
  • 05/06/2019 09h00
OLYMPUS DIGITAL CAMERAGestão João Doria firmou 54 contratos com instituições municipais, 12 com sociedade civil e 2 com instituições estaduais

O governo de São Paulo irá distribuir 35 milhões de reais para que 36 municípios do estado invistam em ações voltadas ao meio ambiente. Em entrevista ao Jornal da Manhã nesta quarta (5), o secretário responsável pela área, Marcos Penido, chamou a medida de “democrática” e afirmou que os recursos atenderão a necessidades apontadas pelos próprios gestores locais.

“Os municípios dizem qual a maior necessidade e apontam quais são os projetos para resolvê-las. O governo, como agente técnico, estimula a criação desses projetos e os ajuda na elaboração”, explicou o chefe da pasta do Meio Ambiente. “São os recursos mais democráticos que temos”.

A verba tem origem no Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), que é abastecido com outorgas de empresas que operam sistemas hídricos no estado e que pagam indenizações por áreas alagadas para construção de hidrelétricas, por exemplo.

Para esta transferência de recursos, o governo firmou 54 contratos com instituições municipais, 12 com sociedade civil e 2 com instituições estaduais. O acordo foi firmado pelo governador João Doria nesta terça (4), em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, na véspera do Dia Mundial do Meio Ambiente.

“As ações são muito importantes porque vão servir para combater cheias, controlar perdas nas redes, melhorar os serviços de drenagem e de coleta de resíduos sólidos”, avalia o secretário.

Penido também comentou sobre as situações dos rios Pinheiros e Tietê, dois dos maiores problemas para a gestão ambiental dos governos paulistas. Segundo o secretário, a despoluição dos rios precisa passar pela conscientização da população.

“O governo já reduziu mais de 70% da mancha de poluição do Tietê e vem trabalhando intensamente na melhoria da coleta de esgoto do Pinheiros”, disse. “Mas a população precisa saber que jogar bituca de cigarro, plástico e outros tipos de lixo no rio só prejudica o problema. O rio não é o culpado, ele é a vítima”.