Interventor admite frustração por não solucionar o assassinato de Marielle Franco

  • Por Jovem Pan
  • 11/01/2019 20h49
Reprodução/FacebookO assassinato de Marielle Franco completa um ano em 14 de março

Ainda interventor federal na Segurança do Rio de Janeiro, o comandante militar do Leste, general Walter Souza Braga Netto, admitiu nesta sexta-feira (11) ter frustração pelo fato de a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) não ter sido concluída durante seu período no comando da Segurança Pública do Estado.

“Lógico que eu gostaria de ter entregado o caso, mas o próprio novo chefe de Homicídios [delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa] deu uma entrevista dizendo que já tomou conhecimento e viu que está muito adiantado [o trabalho de investigação]. Nós fizemos todo um trabalho”, afirmou.

Ele ainda ressaltou que não que não anunciou o nome dos suspeitos da execução da vereadora porque não busca protagonismo. “Nós não procuramos protagonismo. Eu poderia ter anunciado quem a gente acha que foi, dito ao Richard [Nunes, ex-secretário de Segurança] para anunciar. Mas a gente quis fazer um trabalho profissional. Tenho confiança que se mantiver as equipes que estavam na investigação vão chegar a um resultado em breve”, disse o general de Exército

Embora o decreto presidencial de intervenção tenha se encerrado em 31 de dezembro, Braga Netto ainda desempenha funções administrativas, na gestão de contratos e do legado da intervenção, fase que será concluída em junho. Ele deve assumir uma nova função em Brasília, a ser definida em fevereiro. O general, por isso, será substituído na gestão burocrática do legado, o que inclui entregas de equipamentos. Ele já manteve reuniões com o novo governador do Rio, Wilson Witzel, e elencou a ele dez prioridades para a área de segurança – ele não quis comentar quais.

*Com Estadão Conteúdo