Médico é preso por tentar matar esposa grávida e diz na delegacia que vai persegui-la ‘até o inferno’

  • Por Jovem Pan
  • 17/01/2019 20h56
Reprodução/FacebookHomem foi preso e esposa passa bem, assim como o bebê

“Vou te perseguir até o inferno”, disse, na delegacia, o médico Luis Claudio Pitanca Alcântara à esposa, grávida de sete meses. Ele foi preso por tentar matar a mulher, também médica, na madrugada desta quinta-feira (17), em Sorocaba (SP). Para isso, teria utilizado uma faca. A justiça decretou a prisão preventiva do agressor, em audiência de custódia.

De acordo com a Polícia Civil, vizinhos ouviram gritos na residência do casal, no bairro de Santa Rosália, e ligaram para a Polícia Militar. Os agentes chegaram, tocaram a campainha e foram recebidos pelo médico, que disse que não estava acontecendo nada no local. Entretanto, a vítima voltou a gritar e disse que estava sendo agredida pelo marido.

Para entrar na casa, os policiais precisaram pedir reforço. A médica, de 37 anos, contou que estava sendo agredida por mais de uma hora até ser socorrida. Alcântara se enfureceu quando eles estavam no quarto e partiu para cima dela, com socos na cabeça. Em seguida, tentou sufocá-la – apertando o pescoço com as duas mãos – mas não conseguiu.

Durante a violência, a mulher tentou se desvencilhar do agressor, mas foi jogada no chão e prensada com a barriga de gestante virada para baixo.  Ainda segundo a médica, o marido pegou uma faca e disse que a mataria. Foi quando policiais chegaram. Conforme a vítima, ele dizia que bateria nela até que perdesse o filho, “pois assim sairia da vida dele”.

Tentativa de feminicídio

Luiz Claudio Pitanca Alcântara, de 38 anos, foi indiciado por tentativa de feminicídio, lesão corporal e ameaça. Policiais relataram que, mesmo na presença deles, o médico reiterou ameaças, dizendo à vítima que “a perseguiria até o inferno, caso ela o fizesse ser preso”. O agressor já foi tinha passagens criminais por injúria e danos, nenhuma contra a esposa.

A vítima foi informada de que pode requerer medida protetiva contra o marido. Ela recebeu atendimento médico e passa bem, assim como o bebê. O agressor e a vítima são clínicos gerais e atuam como plantonistas em unidades de saúde da região de Sorocaba e da Grande São Paulo. O defensor público de Alcântara disse que não vai se manifestar.

*Com informações do Estadão Conteúdo