Meirelles diz que ‘é natural’ que aprovação da reforma demore: ‘Um ou dois meses não farão diferença’

  • Por Jovem Pan
  • 15/05/2019 14h05
Geraldo Bubniak/Estadão ConteúdoSecretário da Fazenda e Planejamento de SP participa nesta semana de encontros com políticos e empresários nos EUA

Em viagem a Nova York ao lado de outras personalidades, Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento do estado de São Paulo, disse que considera ser “natural” certa demora na aprovação da reforma da Previdência. Para ele, uma medida que terá um impacto tão grande na economia precisa passar por debates mais aprofundados.

“Acho que está caminhando bem. O presidente da Câmara dos Deputados [Rodrigo Maia] colocou com clareza aqui [nos eventos em Nova York] que é uma reforma que terá impacto por 20 anos ou mais e é natural que não seja aprovada rapidamente. Ele acha que até setembro, no máximo outubro, ela deve ser aprovada. Não é um ou dois meses que vão fazer diferença em uma mudança tão fundamental”, declarou à Jovem Pan.

De acordo com o secretário, a semana de encontros com empresários, investidores, analistas, políticos e representantes da imprensa na cidade tem sido “extremamente proveitosa”. Todos, segundo ele, demonstraram “muito interesse no Brasil”.

“Nosso país está emergindo, estamos voltando aos mercados internacionais com força, estamos com perspectiva de crescimento. E o que enfatizamos é não só essa perspectiva de crescimento, mas a estabilidade institucional. Isso é muito importante. O Brasil tem instituições que funcionam. Judiciário, legislativo, executivo, poderes independentes. Funcionam de forma harmônica, porém independentes”, destacou, citando a presença dos presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre e Dias Toffoli.

Ausência de Bolsonaro

Meirelles disse ainda que a ausência do presidente Jair Bolsonaro nos encontros em Nova York acontecer por conta da postura equivocada do prefeito da cidade, Bill de Blasio. “Ele manifestou uma porção de intolerância. Na política, na vida pública, principalmente um prefeito de uma grande cidade como essa, é muito importante a abertura, a diversidade de opiniões. Temos que aceitar a opinião de quem discorda de nós. Mas o efeito [da ausência do presidente] foi positivo, permitiu a presença diversificada de diversos poderes”.

*Com informações da repórter Nathalia Watkins