MPF-SP denuncia 14 por desvios em licitações do trecho norte do Rodoanel

  • Por Jovem Pan
  • 27/07/2018 21h02
Eduardo Saraiva/A2IMGEx-secretário do Governo Geraldo Alckmin em SP, Laurence Casagrande Lourenço foi um dos denunciados

Nesta sexta-feira (27), a força-tarefa da Lava Jato em são Paulo denunciou 14 pessoas por supostas fraudes em licitações das obtras do trecho norte do Rodoanel. Entre os denunciados, aparecem o ex-presidente da Dersa e ex-secretário do Governo de Geraldo Alckmin em São Paulo Laurence Casagrande Lourenço e o diretor de engenharia da empresa Pedro da Silva.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a organização criminosa operou entre os meses de outubro de 2014 até a deflagração da Operação Pedra no Caminho, realizada no último mês de junho. Há indícios de fraude nos lotes 1, 3, 4 e 5 da obra. Todos os envolvidos foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitações e falsidade ideológica.

Os acréscimos indevidos geraram impacto financeiro calculado pelo MPF em torno de R$ 480 milhões. Na denúncia, o MPF requereu que este valor seja o mínimo para reparação. Segundo o TCU, somente os aditivos contratuais geraram um prejuízo de R$ 235 milhões aos cofres públicos.

Confira a lista de denunciados e os crimes atribuídos a cada um:

Daniel de Souza Filardi Júnior (Mendes Júnior) – fraude à licitação e organização criminosa;

Márcio Aurélio Moreira (Mendes Júnior) – falsidade ideológica e organização criminosa;

Enrique Fernandez Martinez  (Isolux) – fraude à licitação, falsidade ideológica e organização criminosa;

Carlos Henrique Barbosa Lemos (OAS) – duas fraudes à licitação, falsidade ideológica e organização criminosa;

Laurence Casagrande Lourenço (Dersa) – cinco fraudes à licitação previstas no artigo 92 e duas previstas no artigo 96, falsidade ideológica praticada por servidor público e organização criminosa;

Pedro da Silva (Dersa) – cinco fraudes à licitação previstas no artigo 92 e duas previstas no artigo 96, falsidade ideológica praticada por servidor público e organização criminosa;

Pedro Paulo Dantas do Amaral Campos (Dersa) – cinco fraudes à licitação previstas no artigo 92 e duas previstas no artigo 96, e organização criminosa;

Silvia Cristina Aranega Menezes (Dersa) – cinco fraudes à licitação previstas no artigo 92 e duas previstas no artigo 96, falsidade ideológica praticada por servidor público e organização criminosa;

Benjamim Venâncio de Melo Júnior (Dersa) – cinco fraudes à licitação previstas no artigo 92 e duas previstas no artigo 96, falsidade ideológica praticada por servidor público e organização criminosa;

Edison Mineiro Ferreira dos Santos e Benedito Aparecido Trida (Dersa) – fraude à licitação, falsidade ideológica e organização criminosa;

Carlos Prado Andrade (Dersa) – fraude à licitação e organização criminosa;

Adriano Francisco Bianconcini Trassi e Hélio Roberto Correa (Dersa) – organização criminosa.

*Com informações do Ministério Público Federal