Onyx explica confusão entre termos: ‘É contingenciamento, não corte’

  • Por Jovem Pan
  • 15/05/2019 14h08
Fátima Meira - Estadão Conteúdo"Contingenciamento é guardar, poupar", disse o ministro a jornalistas

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse, nesta quarta-feira (15) que houve “uma confusão” entre os parlamentares sobre o que é contingenciamento e o que é corte e voltou a dizer que o governo não vai cancelar o bloqueio previsto para o Ministério da Educação. Afirmou ainda que é natural e “desejável” que todos “lutem por suas universidades”.

“Contingenciamento é guardar, poupar” , disse o ministro. “É como o pai que tem um salário e sabe que tem que comprar o vestido de 15 anos da filha em outubro, mas está em maio. Aí ele vê o que está entrando e o que está gastando e pensa ‘pode ser que não dê’. Então ele contingencia, protege o seu gasto. Isso é uma atividade responsável, é o que o governo está fazendo”, explicou.

Na terça, líderes partidários disseram que o presidente Jair Bolsonaro havia ligado para o ministro Abraham Weintraub para suspender o contingenciamento nas universidades. A informação gerou nova confusão e teve que ser desmentida posteriormente pelo MEC, pela Casa Civil e pelo Planalto.

Onyx negou que a discussão entre parlamentares sobre um eventual recuo do presidente possa atrapalhar a tramitação da reforma. “Não. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, disse.

Nesta quarta, Weintraub participa de uma sabatina na Câmara dos Deputados para explicar o contingenciamento.

Armadilhas

O ministro da Casa Civil afirmou que o governo do ex-presidente Michel Temer deixou “uma série de pequenas armadilhas” no orçamento para atrapalhar a atual gestão e admitiu que o governo Bolsonaro não vive “num mar de rosas” no momento.

“Temos a dificuldade de que, no primeiro ano do nosso governo, o orçamento é feito pelo governo que saiu. E ali tinha uma série de pequenas armadilhas para desgastar o atual governo”, disse.

Em seguida, o ministro passou a criticar as gestões anteriores ao governo Temer. “O PT fez força para destruir o Brasil. Não é razoável que o PT por 20 anos destruiu o Brasil e a gente seja cobrado em 4 meses”, reclamou.

*Com Estadão Conteúdo