Oposição quer debate sobre Previdência nos estados

  • Por Jovem Pan
  • 07/05/2019 14h29
Divulgação/Câmara dos DeputadosPresidente da Comissão Especial, Marcelo Ramo (PRB-AM) disse que participará de debates nos estados

Os partidos de oposição na Câmara querem que a Comissão Especial que debate a reforma da Previdência realize audiências públicas nas assembleias legislativas dos estados. Segundo o regimento, a realização de audiências não é permitida, mas debates devem ser realizados.

O presidente do colegiado, Marcelo Ramos (PRB-AM), já se manifestou sobre a proposta. Segundo a líder da minoria na Câmara, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Ramos estaria disposto a participar desses encontros regionais às segundas e sextas-feiras.

A deputada disse que, se não for possível realizar os encontros nos 27 Estados, serão três no Nordeste, dois no Norte, um no Centro-Oeste, um em Minas Gerais, um em São Paulo e um no Rio Grande do Sul.

Sobre as audiências da comissão a serem realizadas em Brasília, na Câmara, a líder disse que foi proposto um número de 15 audiências públicas, ou seja, quatro a mais do que o presidente do colegiado previa inicialmente. Caso isso seja acatado, é possível que o prazo de Ramos, de terminar  a fase de audiências públicas em maio, se estenda.

“O que nos propusemos é que ele permita um debate largo e aprofundado sobre o tema”, comentou ela.

A líder afirmou ainda que foi solicitado que o prazo de votação não seja definido agora. “Capitalização é um tema central para nós e queremos debater”, disse.

O líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou que os partidos queriam que o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, fosse ouvido primeiro na comissão e o ministro, Paulo Guedes, ao final. “Mas não faremos um cavalo de batalha disso”, comentou.

Os partidos de oposição estiveram reunidos com Ramos no período da manhã. Estiveram presentes representantes do PT, PSB, PCdoB e PSOL.

Eles se reúnem agora com demais coordenadores de bancada da comissão especial, de todos os partidos.

*Com informações do Estadão Conteúdo