‘Pela maneira como ele pulou no palco, ele é um bandido’, diz Frota sobre confusão em diplomação

  • Por Jovem Pan
  • 18/12/2018 14h30
FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDOSegundo Frota, Santos estava ali apenas para estragar a festa. "Pela maneira como ele pulou no palco, ele é um bandido", diz. "Em um dia especial como esse, onde as pessoas estão sendo diplomadas, não dá para ter esse tipo de ato."

O deputado federal eleito Alexandre Frota (PSL) criticou o comportamento dos deputados eleitos da Bancada Ativista (PSOL) durante a cerimônia de diplomação nesta terça-feira, em São Paulo.

Uma gritaria seguida de empurra-empurra tomou conta da cerimônia quando um integrante do mandato coletivo liderado pela deputada Monica Seixas (PSOL) subiu no palco. O nome do integrante é Jesus dos Santos e ele afirmou que queria participar da foto de diplomação, porém diz ter sido agredido por Alexandre Frota e foi retirado por seguranças.

Segundo Frota, Santos estava ali apenas para estragar a festa. “Pela maneira como ele pulou no palco, ele é um bandido”, diz. “Em um dia especial como esse, onde as pessoas estão sendo diplomadas, não dá para ter esse tipo de ato.”

Questionado sobre o que os dois teriam discutido na hora da confusão, Frota afirmou que o psolista fez um “discurso quadrado que eles sempre têm. Eles já vieram preparados para isso. Eu não falei nada, eu tirei ele da nossa frente e o resto vocês viram”, explica. “Isso é uma festa para aqueles que foram eleitos e não para militante de esquerda ficar promovendo o movimento deles.”

A confusão

Segundo a deputada eleita Monica Seixas, já havia um acordo prévio com o Tribunal Regional Eleitoral para que a bancada coletiva recebesse o diploma com os nove integrantes juntos no palco. Segundo ela, Jesus dos Santos foi o único barrado por um dos seguranças e por Frota.

Ainda na cerimônia de diplomação, deputados do PT receberam os diplomas sob uma mistura de vaias e aplausos. Parte da plateia gritava “Lula livre” e parte gritava “mito”, em referência ao presidente eleito, Jair Bolsonaro.