PF cumpre busca na casa de Jaques Wagner na operação Cartão Vermelho

  • Por Jovem Pan
  • 26/02/2018 08h32
Marcelo Camargo/Agência BrasilEx-ministro de Lula e Dilma, Jaques Wagner governou a Bahia de 2007 a 2014

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta segunda-feira (26) mandado de busca e apreensão na casa do ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT). A ação foi realizada no âmbito da Operação Cartão Vermelho, que investiga a demolição do antigo estádio da Fonte Nova e a construção da nova arena durante obras para a Copa do Mundo. Jaques Wagner, que é apontado como possível candidato petista à Presidência caso o ex-presidente Lula fique inelegível, era governador baiano à época das obras na arena.

A polícia investiga irregularidades na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão da Arena Fonte Nova. O esquema envolveria fraude à licitação, superfaturamento da construção, desvios de verbas pública, corrupção e lavagem de dinheiro, de acordo com a PF. As obras podem ter sido superfaturadas em mais de R$ 450 milhões, em valores atualizados, de acordo com perícia. “Grande parte” deste montante teria sido desviado para pagar campanhas eleitorais e propina a agentes públicos, dizem os federais.

A licitação gerou a Parceria Público Privada nº 02/2010. Ela teria sido direcionada para favorecer o consórcio Fonte Nova Participações (FNP), composto pelas empreiteiras Odebrecht e OAS. Irregularidades na arena de futebol já haviam sido apontadas no grande acordo de delação da Odebrecht.

A residência de Wagner fica no condomínio Victory Tower, no Corredor da Vitória, em Salvador, capital da Bahia, onde um apartamento custa cerca de de R$ 2 milhões. Os mandados foram emitidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Os agentes da PF saíram do local malotes com provas recolhidas na casa do ex-governador, cujo advogado acompanhou as buscas.

Também foi alvo de buscas da polícia escritório da empresa Parceria Inteligente, no Max Center, no Itaigara, bairro de Salvador.

Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, casas e empresas de agentes públicos e empresários supostamente envolvidos.

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Vera Magalhães comentou a repercussão política do caso em sua análise final no Jornal da Manhã: