Polícia Federal pede prorrogação do inquérito que apura facada sofrida por Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 24/04/2019 19h27
Fábio Motta/Estadão ConteúdoAdvogado de Adélio reafirma a tese de que seu cliente agiu sozinho e que possui problemas mentais

A Polícia Federal de Minas Gerais pediu, pela terceira vez, a prorrogação do inquérito que apura a facada sofrida pelo presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral em 2018. Segundo eles, falta ouvir pessoas que tiveram contato com Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado. O prazo solicitado foi de mais 90 dias.

A finalidade do inquérito é descobrir se Adélio teve a ajuda de alguém ou de alguma organização criminosa. Ele foi preso logo após o ato e as investigações realizadas até agora apontam que ele agiu sozinho por discordar politicamente de Bolsonaro. O ataque ocorreu em 6 de setembro e deixou o presidente hospitalizado por mais de 20 dias. O agressor segue no presídio federal de Campo Grande (MS).

Se o novo prazo for concedido, a PF também espera, durante este período, obter da Justiça a liberação para análise dos materiais apreendidos com o advogado de defesa Zanone Manuel de Oliveira Júnior, visando saber quem pagou seus honorários para defender Adélio. Sobre isso, Zanone comentou que é normal e que os policiais não “vão achar nada”. “Já vasculharam a vida de todo mundo, então, se houvesse algo já teriam encontrado. Afinal, estamos falando de um crime contra o presidente da República”, disse, completando que, sua vida, a de Adélio e de toda a sua família “já foram reviradas”.

Zanone falou, ainda, que o prazo não tem muita justificativa e que seria “só para inventar alguma coisa”. “O cara é doidão!”, justificou.

O presidente Bolsonaro é quem mais tem cobrado a identificação do suposto mandante do atentado, mas o advogado de Adélio reafirma a tese de que seu cliente agiu sozinho e que possui problemas mentais. Laudos periciais indicam que o agressor é semi-imputável, não dispondo de plena capacidade de compreensão dos próprios atos.

* Com informações da Agência Estado