Proprietário de prédio sob risco em SP será responsável por reparos

  • Por Estadão Conteúdo
  • 04/05/2018 13h42
FÁBIO VIEIRA/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO Vista do prédio de número 132, no Largo do Passandu, que também corre risco de desabamento, nesta sexta-feira, 4

O prefeito regional da Sé, Eduardo Odloak, disse nesta sexta-feira, 4, que o proprietário do prédio em frente ao edifício que desmoronou, no Largo do Paiçandu, será o responsável por fazer os reparos necessários para que o local volte a ser utilizado.

O prédio se localiza no número 132 do Largo e está sendo monitorado por um equipamento a laser, pois há risco de queda de parte da estrutura. O aparelho identifica movimentação na área e emite um alerta em caso de avanço ou recuo superior a 10 milímetros. Dois bombeiros monitoram os equipamentos a laser, posicionados na cobertura de um prédio na esquina do Largo, a cerca de 50 metros do prédio sob risco.

“Ontem mesmo (quinta-feira) foi feita uma vistoria pela Defesa Civil e engenheiros da prefeitura regional para saber se os prédios (do entorno) tinham problemas mais graves. Mas, mesmo assim, os proprietários dos imóveis é que terão que dar um destino e fazer o reparo necessário para a utilização desses locais novamente”, explica Odloak. Cinco prédios próximos ao edifício que veio ao chão foram interditados.

Segundo o prefeito regional, o proprietário tem que ser responsável por fazer pelo menos o isolamento e o escoramento da estrutura para que possa ser feita qualquer intervenção. “Se tiver que fazer a demolição de alguma área, alguma intervenção ou reforma para garantir a estrutura, quem tem que cuidar disso é o proprietário, não é a Prefeitura”, disse.

Desabrigados

Odloak afirma que cerca de 100 desabrigados foram encaminhados nesta quinta-feira, 3, para o Cisarte, um abrigo no Viaduto Pedroso, 111, também na região central de São Paulo. De acordo com ele, o local é um ponto de referência para a Prefeitura para fazer a triagem do cadastro habitacional dos moradores, e não um centro de acolhida. “Lá não é lugar para ser feito acolhimento. Eles vão para centros de acolhida ou (vão ser encaminhados) para bolsa aluguel.”