‘Quem tem prazer na crueldade não pode viver em sociedade’, diz Eduardo Bolsonaro sobre agressor de vira-lata

  • Por Jovem Pan
  • 05/12/2018 18h49
Agência Câmara"Eu tenho um vira-latinha em casa, isso sensibiliza a todos nós", lamentou o deputado

Em um vídeo que circulou nas redes sociais nesta quarta-feira (5), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) criticou o segurança terceirizado do Carrefour que espancou um cachorro de rua até a morte na semana passada. Ele disse que considerou o caso uma “crueldade”, afirmou que o homem em questão deve ser preso já que “não consegue viver em sociedade” e aproveitou para destacar algumas mudanças que propõe na legislação para tentar diminuir ocorrências como essa.

“Muitas vezes tenho muito mais pena de alguns animais do que de seres humanos. Seres humanos são capazes de fazer bizarrices que animais jamais fariam. [Esse caso] só corrobora isso. Um monstro que pegou sem mais nem menos uma barra de metal e espancou até a morte um vira-lata que não estava fazendo nada. Essa pessoa… É uma crueldade. Quem tem prazer na crueldade não consegue viver em sociedade. Tem que ir para a prisão. E a gente cai no problema comum do Brasil: a impunidade”, disse.

Eduardo, então, explicou os tópicos que considera serem equivocados em nossa legislação. Citou que uma pessoa que é condenada a até 4 anos de prisão, por exemplo, “dificilmente” chega a ser presa, pois consegue “pegar uma restritiva ou pagar multa”.

“Fica confortável para o criminoso cometer um crime e se manter impune. É igual nessa questão dos animais. Dificilmente essa pessoa vai passar um bom período na prisão. E tem que passar! Quando falamos em reforma na legislação, não é simplesmente um bando de raivoso querendo punição. Se a pessoa for presa, muita gente vai pensar duas vezes antes de cometer essa crueldade. Essa é uma das funções da pena”, completou.

Por fim, o deputado criticou medidas como audiência de custódia, progressão de regime, uso de tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar – segundo ele, “piadas que só existem no Brasil”. “Eu tenho um vira-latinha em casa, isso sensibiliza a todos nós”, finalizou.