Ramos alfineta Guedes: ‘Vamos seguir fazendo o que o governo não faz’

  • Por Jovem Pan
  • 14/06/2019 20h32
Marcelo Camargo/Agência BrasilRamos disse que "o parlamento não vai se deixar contaminar pela fala de Guedes num momento bom da reforma da Previdência"

O presidente da comissão especial da Câmara que analisa a reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PL), também criticou as falas do ministro da Economia, Paulo Guedes, que afirmou nesta sexta-feira (14) que o relatório teve um recuo na regra de transição que pode “abortar a Nova Previdência”.

“O parlamento não vai se deixar contaminar pela fala de Guedes num momento bom da reforma da Previdência”, disse Ramos.

Segundo ele, sob liderança do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), eles seguirão blindando a reforma de mais uma crise gerada pelo governo. “Servimos ao Brasil e aos brasileiros. Vamos seguir fazendo o que o governo não faz”, alfinetou.

O presidente da comissão elogiou o trabalho do relator Samuel Moreira. “Foi preciso no justo equilíbrio, garantindo potência fiscal, protegendo os mais pobres e exigindo a participação dos bancos neste momento de necessário sacrifício de todos”, afirmou.

Ramos pontuou ainda que a reforma precisa voltar a atrair investimentos para o Brasil. “Quem tem de gostar da reforma são os investidores ávidos por estabilidade fiscal para voltar a investir, os empresários preocupados com seus negócios nesse tempo de crise econômica, os trabalhadores preocupados com seus empregos, os desempregados na esperança de dias melhores”, falou. “Se esses estão satisfeitos, estamos no caminho certo”, finalizou.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), também rebateu as críticas feitas por Guedes. De acordo com ele, o ministro está “gerando uma crise desnecessária”.

“Eu acho que o ministro Paulo Guedes não está sendo justo com o parlamento brasileiro que está conduzindo sozinho a articulação para aprovação da reforma da Previdência. Se nos dependêssemos da articulação do governo nós teríamos 50 votos, não a possibilidade de ter 350 como nós temos hoje.”

* Com informações do Estadão Conteúdo